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27 setembro 2021 8:45 pm

Marina Silva diz que Arthur Lira é um exímio ‘passador de boiada’

A ex-senadora e presidente da Rede, Marina Silva, chamou o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), de "exímio passador de boiadas"

POR UOL

Última atualização em 06/08/2021 11:37

A ex-senadora e presidente da Rede, Marina Silva, chamou o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), de “exímio passador de boiadas”. Hoje, o deputado afirmou que a pauta sobre voto impresso pode ser levada para votação diretamente pelo plenário da Casa.

Por meio de seu perfil no Twitter, a ex-ministra do Meio Ambiente disse que o político alagoano é a “tábua de salvação” do “desgoverno” do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e pediu aos brasileiros que pressionem o Congresso para que não atentem contra a democracia.

“Arthur Lira tem se revelado exímio passador de boiadas. Apoiado por Bolsonaro, é o representante do Centrão, a tábua de salvação de seu desgoverno. Os próximos presidentes serão tutelados por uma maioria parlamentar conservadora, saqueadora do Estado e pouco representativa”, escreveu.

“Isso irá ocorrer a menos que os mais de 61% de cidadãos que, segundo pesquisas, desaprovam Bolsonaro pressionem o Congresso, apoiem as medidas judiciais em defesa da Constituição e impeçam que o desmonte das instituições que construímos para servir à democracia continue”, completou Marina Silva.

Isso irá ocorrer a menos que os mais de 61% de cidadãos que, segundo pesquisas, desaprovam Bolsonaro pressionem o Congresso, apoiem as medidas judiciais em defesa da Constituição e impeçam que o desmonte das instituições que construímos para servir à democracia continue.

— Marina Silva (@MarinaSilva) August 5, 2021

Lira diz que voto impresso pode ir a plenário

Hoje, Arthur Lira afirmou que a pauta que pretende mudar o sistema de votação brasileiro das urnas eletrônicas para o papel impresso pode ir para votação direta no plenário da Casa se a comissão especial que trata do tema ultrapassar as 40 sessões da Câmara sem conseguir aprovar o relatório, ou mesmo se ele for rejeitado.

“As comissões especiais não são terminativas, são opinativas, então sugerem o texto, mas qualquer recurso ao plenário pode ser feito”, disse Lira, segundo a Agência Câmara de Notícias.

A tentativa de mudar o sistema de voto no país tem sido uma das principais bandeiras do presidente Jair Bolsonaro nas últimas semanas, o que o colocou em conflito direto com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Em declarações recentes, Bolsonaro fez ataques ao presidente do TSE e ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, por se opor à mudança das urnas eletrônicas pelo papel impresso. Ontem, o presidente se tornou alvo de investigação por levantar suspeitas sem provas sobre as urnas eletrônicas e chegou a ameaçar o pleito de 2022.

Desde o ano passado, Jair Bolsonaro acusa o atual sistema de votação brasileiro de ser passível de manipulação, e diz ter provas de que houve fraude nos dois últimos pleitos para presidente da República, embora na semana passada ele tenha admitido, em live, que não tem provas para sustentar suas acusações.

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