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28 setembro 2021 5:12 pm

Mulher é suspeita de forjar câncer e raspar a cabeça por doações que somam cerca de R$ 50 mil

Médicos que supostamente assinam documentos apresentados por Else Iglesias afirmam que laudos eram falsos. Em depoimento, casal negou falsificação, mas admite que gastou o dinheiro

POR G1

Última atualização em 19/08/2021 13:35

A Polícia Civil investiga uma mulher que teria forjado ter câncer e conseguiu que as pessoas dessem dinheiro a ela para ajudar a custear o suposto tratamento. Segundo as investigações, ela falsificou atestados e raspou a cabeça para simular que estava sofrendo de câncer, com a cumplicidade do marido.

As vítimas estimam que Else tenha recebido cerca de R$ 50 mil com as doações. Com o dinheiro, ela e o marido se hospedaram em um hotel por mais de cinco meses, no Centro do Rio. Eles alegavam que precisavam estar perto do Instituto Nacional do Câncer (Inca), para qualquer emergência.

O pedido de ajuda

Em um vídeo publicado em uma rede social, Else Kirschner Iglesias afirma que está com câncer terminal e pede doações para o tratamento: “Eu preciso mesmo de doações, de dinheiro, arrecadações, porque eu tenho que fazer os tratamentos, tem os remédios. Preciso fazer os tratamentos, exames que são caros”.

Pessoas que contribuíram contam que, em janeiro, ela esteve na quadra da escola Império Serrano, onde acontece uma grande feira aos sábados. Com a aparência bem debilitada, ela afirmou que precisava de dinheiro e encontrou um grupo de mulheres dispostas a ajudá-la.

“Aqui na feira a gente ofereceu uma isenção e ela começou a trabalhar aqui com a gente”, disse Renata Mendes, organizadora de eventos.

A professora Denise Paixão chegou a pedir ajuda a amigos, alguns fora do estado: “Esse dinheiro era todo recolhido, arrecadado e doado para ela. Inclusive, eu tenho os Pix, provando que o dinheiro foi doado para ela”, contou Denise.

Else fez rifas, conseguiu doações e contou com a solidariedade de muita gente. Mas, com o passar do tempo, as mulheres começaram a suspeitar de algumas atitudes.

“Fomos ajudando este tempo todo e ela pouco comparecia pois estava sempre internada. E a ponte era sempre o marido dela, Felipe. Ele que nos dava as notícias de como ela estava. E começamos a desconfiar”, disse Denise Paixão.

Durante uma suposta internação, preocupadas, elas chegaram a enviar mensagens para o marido de Else, Felipe Iglesias Kirschner, que confirmou que a mulher não estava bem de saúde.

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