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15 setembro 2021 8:14 am

“Quem defendeu ‘deixar o vírus circular’ é responsável pela variante Delta”, diz Thor Dantas

Thor Dantas defendeu a aplicação de uma terceira dose da vacina contra a Covid-19 especialmente em idosos

POR NANY DAMASCENO, DO CONTILNET

Última atualização em 24/08/2021 09:55

Durante uma conversa promovida pelo Coletivo Somos Cidadania, mediada pelo professor David Hall, o médico acreano Thor Dantas falou sobre a pandemia da Covid-19 no Acre.

Entre os pontos debatidos, esteve a variante Delta. O infectologista explicou a evolução do vírus e reforçou que essas evoluções são sempre mais infecciosas e perigosas.

“Quem falou lá atrás para deixar o vírus circular, é o responsável por essa variante, Pois ela surge a partir da alta transmissão. A imunidade coletiva, de rabanho vem com a vacina e não com o vírus se propagando, o vírus tem que ser contido”, disse.

O médico no descarta uma terceira onda, na verdade, para ele é uma realidade e é apenas questão de tempo. “Não podemos baixar a guarda, precisamos manter as medidas restritivas e os cuidados”, destacou.

Por outro lado, para Dantas, não devem surgir muitas novas variantes do coronavírus mais a frente.

Terceira dose

Thor Dantas defendeu a aplicação de uma terceira dose da vacina contra a Covid-19 especialmente em idosos, já que a maioria está com o esquema vacinal completo, mas mesmo assim, voltaram a ser a maioria das vítimas fatais.

“A terceira dose para idosos é para ontem, já devia estar sendo feita. Se olharmos pra dados, não é opinião, são dados, quem está morrendo de Covid-19 no Brasil  hoje é o idoso que já tomou duas doses. Num idoso, o sistema imunológico é envelhecido, então ele tem uma resposta à vacina mais lenta e precisa de três quatro doses enquanto uma criança resolve com uma, por exemplo”, explicou.

Para Dantas, pessoas de grupo de riscos, gestantes e profissionais de saúde, também devem ser imunizados como prioridade.

“Os profissionais de Saúde precisam tomar esse reforço. Precisamos cuidar destes soldados que vão enfrentar a terceira onda da Covid-19 no front“, justificou.

“Temos um dilema ético por poucas doses, se tivesse suficiente, isso nem seria debatido”, pontuou.

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