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Urap Vila Ivonete abre Semana Mundial do Aleitamento Materno com palestra sobre amamentação

Por NANY DAMASCENO, DO CONTILNET

O leite materno é a melhor fonte de nutrição para bebês, tanto que é eficiente para nutrir uma criança desde o momento que nasce até seu sexto mês de vida de forma exclusiva, sem precisar de nenhum outro alimento ou reforço nutricional. Por meio do leite materno, o bebê recebe os anticorpos da mãe que o protegem contra doenças como como diarreia, infecções respiratórias e alergias, além de evitar o risco de desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade na vida adulta e diminui chances de desenvolver doença de Crohn e linfoma.

E é pensando em informar a população sobre a importância do aleitamento materno e incentivar mulheres a amamentar que, anualmente, o mês de agosto é dedicado à promoção dos benefícios da prática em todo o mundo.

A campanha em 2021 tem como tema “Proteger a amamentação: uma responsabilidade de todos”.
Ainda dentro do Agosto Dourado, que recebe este nome pois o leite materno é considerado o alimento de ouro pela Organização Mundial de Saúde (OMS), existe a Semana Mundial de Aleitamento Materno e nesta terça-feira (3), a Unidade de Referência em Atenção Primária (Urap) Vila Ivonete, realizou um evento alusivo à campanha mundial com a presença de mães, grávidas e lactantes que assistiram a uma palestra sobre aleitamento com o coordenador do Banco de Leite Humano da Maternidade Bárbara Heliodora, enfermeiro Hélio Pinto de Sousa.

Urap Vila Ivonete abre Semana Mundial do Aleitamento Materno com palestra sobre amamentação

Evento na Urap Vila Ivonete marcou início das atividades da Semana do Aleitamento Materno/Foto: cedida

Além do conhecimento, importantíssimo para as mamães que estão iniciando a amamentação e também para aquelas que estão grávidas e se preparando parando para este momento de conexão com o bebê, as participantes também ganharam kits para os filhos.

Urap Vila Ivonete abre Semana Mundial do Aleitamento Materno com palestra sobre amamentação

Mães, lactantes e grávidas participaram do evento/Foto: cedida

“As práticas de aleitamento materno são uma questão de saúde pública, exigindo esforço e investimento no nível social. Devemos lembrar de que proteger o aleitamento materno é uma responsabilidade compartilhada”, destacou o coordenador da unidade, Emerson Bezerra.

De acordo com Bezerra, todos os anos, na Semana Mundial de Aleitamento Materno, a Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco realiza diversas atividades para, além de chamar a atenção para a relevância do evento, divulgar a importância da amamentação para as famílias.

“Para todos nós, é hora de informar, enfocar, engajar-se e articular ações para proteger e apoiar o aleitamento materno. Isso ajudará a garantir a sobrevivência, a saúde e o bem-estar das crianças e de suas famílias”, destacou o coordenador.

Urap Vila Ivonete abre Semana Mundial do Aleitamento Materno com palestra sobre amamentação

Coordenador Emerson durante evento/Foto: cedida

Amamentação

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a amamentação exclusiva para o bebê até os seis meses de vida. A partir dessa idade, a introdução alimentar pode ser feita associada ao leite materno que deve ser continuado até pelo menos os dois anos de vida.

Segundo a OMS e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), cerca de seis milhões de vidas são salvas anualmente por causa do aumento das taxas de amamentação exclusiva até o sexto mês de idade.

Números divulgados pelo Ministério da Saúde revelam que os índices nacionais do aleitamento materno exclusivo entre crianças menores de 6 meses aumentaram de 2,9% para 45,7% quando se compara o período de 1986 até 2020. Também é possível observar grande evolução da prevalência de aleitamento materno continuado no primeiro ano de vida, passou de 30%, em 1986, para 53,1%, em 2020.

A ciência comprova que amamentar aumenta contato do bebê com a mãe, dando segurança, calor e fortalecendo os vínculos afetivos, melhora a digestão e minimiza as cólicas. E as mamães também são beneficiadas ao dar o peito, já que a amamentação aumenta a proteção contra o câncer de mama, de ovário, e reduz o risco de hemorragia pós-parto. Evita a osteoporose e protege contra doenças cardiovasculares, como o infarto, hipertensão arterial e colesterol alto. Pode reduzir o risco de desenvolver diabetes tipo 2 e artrite reumatoide.

O leite materno dado ao bebê após o parto faz o útero voltar ao tamanho normal mais rápido e diminui o sangramento, prevenindo a anemia materna.

Com informações do Ministério da Saúde

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