Veneno de cobra brasileira tem molécula que inibe o vírus da Covid-19 em 75%

Por IG 23/08/2021 Ă s 10:06

Veneno de cobra brasileira tem molĂ©cula que inibe o vĂ­rus da Covid-19, segundo pesquisadores do Instituto de QuĂ­mica (IQ) da Unesp. Eles identificaram no veneno da espĂ©cie Jararacuçu um peptĂ­deo – que Ă© um pedaço de proteĂ­na – capaz de conter a reprodução do vĂ­rus da Covid-19 (SARS-CoV-2).

A descoberta aconteceu depois de testes realizados em laboratĂłrio, em que observaram que a molĂ©cula extraĂ­da do veneno da cobra inibiu em 75% a capacidade do vĂ­rus se multiplicar em cĂ©lulas de macaco. Os resultados obtidos no trabalho geraram um artigo que foi publicado na Ășltima semana na revista cientĂ­fica internacional Molecules.

Com isso, o estudo apresenta um caminho promissor na busca por medicamentos para tratar pacientes contaminados pela Covid-19. O desafio para a criação de um novo imunizante é garantir que ele seja eficiente contra determinada patologia e não gere reaçÔes adversidades.

“NĂłs encontramos um peptĂ­deo que nĂŁo Ă© tĂłxico para as cĂ©lulas, mas que inibe a replicação do vĂ­rus. Com isso, se o composto virar um remĂ©dio no futuro, o organismo ganharia tempo para agir e criar os anticorpos necessĂĄrios, jĂĄ que o vĂ­rus estaria com sua velocidade de infecção comprometida e nĂŁo avançaria no organismo”, explica Eduardo Maffud Cilli, professor do IQ e um dos autores do trabalho.

Como o veneno da cobra atua?

De forma fåcil de ser obtida, o peptídeo é encontrado na Jararacuçu e é uma molécula que interage e bloqueia a PLPro, uma das enzimas da Covid-19 responsåveis por sua multiplicação nas células. Segundo com o docente do IQ, esse mecanismo de ação é interessante porque todas as variantes do SARS-CoV-2 possuem a PLPro.

Portanto, a tendĂȘncia Ă© de que a molĂ©cula mantenha sua eficĂĄcia contra diferentes mutaçÔes do vĂ­rus. Embora diversas vacinas tenham sido aprovadas recentemente, a imunização completa da população mundial ainda levarĂĄ tempo, o que, junto com o surgimento de novas variantes, reforça a importĂąncia da procura por tratamentos eficazes.

O ensaio é feito da seguinte forma: as células de macaco cultivadas em laboratório recebem o peptídeo e, após uma hora, o vírus é adicionado na cultura. Passados dois dias, os pesquisadores avaliam os resultados e, por meio de alguns cålculos, descobrem o quanto o vírus deixou de se reproduzir.

Veneno de cobra brasileira tem molĂ©cula que inibe o vĂ­rus da Covid-19, segundo pesquisadores do Instituto de QuĂ­mica (IQ) da Unesp. Eles identificaram no veneno da espĂ©cie Jararacuçu um peptĂ­deo – que Ă© um pedaço de proteĂ­na – capaz de conter a reprodução do vĂ­rus da Covid-19 (SARS-CoV-2).

A descoberta aconteceu depois de testes realizados em laboratĂłrio, em que observaram que a molĂ©cula extraĂ­da do veneno da cobra inibiu em 75% a capacidade do vĂ­rus se multiplicar em cĂ©lulas de macaco. Os resultados obtidos no trabalho geraram um artigo que foi publicado na Ășltima semana na revista cientĂ­fica internacional Molecules.

Com isso, o estudo apresenta um caminho promissor na busca por medicamentos para tratar pacientes contaminados pela Covid-19. O desafio para a criação de um novo imunizante é garantir que ele seja eficiente contra determinada patologia e não gere reaçÔes adversidades.

“NĂłs encontramos um peptĂ­deo que nĂŁo Ă© tĂłxico para as cĂ©lulas, mas que inibe a replicação do vĂ­rus. Com isso, se o composto virar um remĂ©dio no futuro, o organismo ganharia tempo para agir e criar os anticorpos necessĂĄrios, jĂĄ que o vĂ­rus estaria com sua velocidade de infecção comprometida e nĂŁo avançaria no organismo”, explica Eduardo Maffud Cilli, professor do IQ e um dos autores do trabalho.

Como o veneno da cobra atua?

De forma fåcil de ser obtida, o peptídeo é encontrado na Jararacuçu e é uma molécula que interage e bloqueia a PLPro, uma das enzimas da Covid-19 responsåveis por sua multiplicação nas células. Segundo com o docente do IQ, esse mecanismo de ação é interessante porque todas as variantes do SARS-CoV-2 possuem a PLPro.

Portanto, a tendĂȘncia Ă© de que a molĂ©cula mantenha sua eficĂĄcia contra diferentes mutaçÔes do vĂ­rus. Embora diversas vacinas tenham sido aprovadas recentemente, a imunização completa da população mundial ainda levarĂĄ tempo, o que, junto com o surgimento de novas variantes, reforça a importĂąncia da procura por tratamentos eficazes.

O ensaio é feito da seguinte forma: as células de macaco cultivadas em laboratório recebem o peptídeo e, após uma hora, o vírus é adicionado na cultura. Passados dois dias, os pesquisadores avaliam os resultados e, por meio de alguns cålculos, descobrem o quanto o vírus deixou de se reproduzir.

Para os prĂłximos passos do estudo, os especialistas irĂŁo avaliar a eficiĂȘncia de diferentes dosagens da molĂ©cula, bem como se ela pode exercer outras funçÔes na cĂ©lula, como a de proteção, evitando atĂ© mesmo que o vĂ­rus a invada. ApĂłs o fim desses testes, o objetivo Ă© que a pesquisa avance para a etapa prĂ©-clĂ­nica, em que serĂĄ estudada a eficĂĄcia do peptĂ­deo para tratar animais infectados pelo novo coronavĂ­rus.

“Nossos resultados sĂŁo promissores e representam um recurso valioso na exploração de novas molĂ©culas para a descoberta e desenvolvimento de fĂĄrmacos contra a infecção por SARS-CoV-2”, finaliza Cilli.

Fonte: Unesp

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