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7 setembro 2021 1:19 pm

Artista plástico Dalmir Ferreira narra cenário político e cultural do AC e lança “Sonetos apolíticos”

POR CONTILNET, COM ASSESSORIA

O artista plástico, memorialista e poeta Dalmir Ferreira lança nesta terça-feira (7) o livro de poesia “Sonetos apolíticos”.

O livro

O livro “Sonetos apolíticos” compõe-se de 82 sonetos que versam, sobretudo, acerca da realidade política e cultural do Acre. A ambiguidade do título, revela bem a veia satírica e ácida do autor.

“Apolítico” pode ser entendido tanto no sentido de dedicação, isto é, sonetos endereçados a determinados a políticos ou “apolíticos”, na perspectiva mais profunda do conceito de política, e não a rasa e mera política partidária.

Acerca do livro, diz o poeta: “Esse livro, que precedeu outros, já tem mais de vinte anos, sua publicação foi estimulada pelos que o conheceram, como o jornalista Zé Leite.”

“A obra Sonetos apolíticos flagra essa eternidade em que vivemos – nós os colonizados e colonizadores do Acre desde o Aquiry – esse “Berço indígena da nova nação parda” (Soneto LXIII), aqui captada por uma insurgente pena poética que já nasceu antiga, portanto, induvidosamente, clássica!”, escreveu, na orelha do livro, o músico e escritor João Veras.

O posfácio do livro é assinado pelo professor Gerson Albuquerque, da Universidade Federal do Acre, que assinalou: “Os temas de “Sonetos Apolíticos” são malditos, clássicos e vulgares, um clássico-vulgar ou vulgar clássico, talvez. São temas de mesa de botecos, corredores de secretarias, ambientes que sintetizam os tentáculos enferrujados da máquina pública, tramas palacianas, bajulação, beira de barranco, barracão, casa grande, colocação, tapiri, senzala, distância da senzala, cor da senzala, opção pela senzala”.

A obra é prefaciada pelo saudoso poeta Jorge Tufic (1930-2018), que escreveu: “A escola bocageana que desnudou frades libidinosos, falsos poetas e administradores do erário extremamente desonestos, conta, no Brasil, com a férula incontida de Jorge Tannuri e, agora, com a verruma satírica de Dalmir Ferreira, meu ilustre confrade de Academia Acreana de Letras.”

O livro foi financiado pela Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, executado por meio do Edital Arte e Patrimônio da Fundação de Cultura Elias Mansour. Saiu com o selo da editora VivaPalavra, e está disponível nos formatos de capa dura e brochura.

“Sonetos apolíticos” compõe-se de 82 sonetos que versam, sobretudo, acerca da realidade política e cultural do Acre. Foto: cedida

O Poeta

Dalmir Rodrigues Ferreira nasceu em 1952 no seringal Bom Destino, em Porto Acre, então Comarca de Rio Branco-AC. Fez seus estudos primários e secundários em Manaus, Rio Branco e São Paulo. Bacharel em Engenharia Operacional (1979), formou-se em História (1992) pela Universidade Federal do Acre.

No campo artístico e cultural, realizou a 1.ª Exposição Acreana de Artes Plásticas (1976); perito judicial do tombamento do sítio histórico Seringal Bom Destino; presidente da Associação dos Artistas Plásticos do Acre (1992); diretor do Museu Acreano de Belas Artes (1996); presidente do Conselho Estadual de Cultura (2006); membro do Conselho Nacional de Cultura (2012), etc.

Em seu “Atelier Pensatório” reúne um dos maiores acervos culturais do estado do Acre, expressos em obras de artes, livros, objetos históricos, etc.

Dalmir Ferreira é, ainda, membro da Academia Acreana de Letras. Autor do livro “Poesia seleta” (1996).

O lançamento

O lançamento ocorrerá, virtualmente, nesta terça-feira, 7 de setembro, às 17h/Acre, por meio dos Facebook’s do autor Dalmir Ferreira e Vivarteiros de Rua e Floresta. E contará com a participação da artista plástica professora Laélia Rodrigues, o músico e escritor João Veras e Isaac Melo.

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