Presidida pelo deputado estadual Fagner CalegĂĄrio (Podemos), deputados e empresĂĄrios se reĂșnem na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) para debater em audiĂȘncia pĂșblica, a situação da BR-364 no trecho Acre. Um verdadeiro calo no calcanhar de todos os governos desde que foi aberta.
“JĂĄ começaram algumas chuvas e se nada for feito, corremos o risco de que alguns municĂpios fiquem isolados, pois temos um inverno rigoroso. NĂŁo estamos aqui para acusar ninguĂ©m, essa audiĂȘncia Ă© para encontrarmos solução” destacou o deputado Gehlen Diniz, que foi quem convocou a audiĂȘncia e citou que, se necessĂĄrio, irĂŁo atĂ© BrasĂlia contar soluçÔes.
A deputada AntÎnia Sales (MDB) ressaltou a importùncia de discutir a situação da BR-364 e denunciou que hå empresas de Înibus que jå estudam parar de fazer o transporte em alguns trechos.
“JĂĄ nĂŁo encontro mais passagem de FeijĂł para Rio Branco. O medo Ă© esse: isolar o JuruĂĄ”, diz a parlamentar ao citar o alto preço da passagem aĂ©rea que impede muitos acreanos de exercer seu direito constitucional de ir e vir.
O empresĂĄrio Jarbas Soster, dono de uma das empresas contratadas para realizar a manutenção da obra, afirma que o solo acreano dificulta a manutenção de boa qualidade da estrada em diferentes perĂodos do ano. “PrecisarĂamos de um investimento muito alto para uma solução definitiva”.
Soster apresentou um balanço das açÔes feitas e estudos que corroboram com o que diz sobre a situação do solo. “Estamos enxugando gelo e os recursos nĂŁo atendem da forma necessĂĄria”, afirma.
As empresas que prestam o serviço de manutenção da BR-364 alegam que, ao longo dos anos de contrato, houveram sucessivos aumento de combustĂvel, por exemplo, e os contratos com o Dnit nĂŁo foram reformulados e ameaçam fechar as portas.
Ao fim da audiĂȘncia, ficou acertado que uma comissĂŁo serĂĄ formada pelos deputados que irĂŁo Ă BrasĂlia para cobrar as melhorias.
