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15 setembro 2021 10:09 am

Bolsonaro grava áudio com pedido para caminhoneiros liberarem estradas

Na mensagem, presidente chama a categoria de "aliada", mas diz que os protestos vão atrapalhar a economia, provocar desabastecimento e inflação

POR VALOR ECONÔMICO

Última atualização em 09/09/2021 08:13

O presidente Jair Bolsonaro encaminhou um áudio para apoiadores, nesta quarta-feira, no qual pede que os caminhoneiros desmobilizem a paralisação iniciada em rodovias de pelo menos 14 Estados. Na mensagem, Bolsonaro chama a categoria de “aliada”, mas diz que os protestos vão atrapalhar a economia, provocar desabastecimento e inflação. A autenticidade do áudio foi confirmada ao Valor por autoridades do governo que estão à frente da negociação com os profissionais.

“Fala para os caminhoneiros, que são nossos aliados, mas esses bloqueios atrapalham a economia. Isso provoca desabastecimento, inflação, prejudica todo mundo, em especial os mais pobres. Dá um toque aí, se for possível, para a gente seguir a normalidade. Deixa a gente conversar em Brasília aqui agora. Não é fácil conversar, negociar, com outras autoridades, não é fácil, mas vamos buscar fazer nossa parte aqui. Vamos buscar uma solução por aqui”, diz Bolsonaro.

Por volta de 22h40, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas publicou um vídeo em rede social no qual confirma que o áudio é de Bolsonaro e repete os termos usados pelo presidente para pedir o recuo dos caminhoneiros.

O governo precisou intervir porque, mais cedo, começou a circular um vídeo no qual um caminhoneiro conhecido como Zé Trovão, que é líder da categoria, pediu que os profissionais de todo o país deem início ao bloqueio das rodovias. No vídeo, Zé Trovão diz, inclusive, que “tem gente mandando desmobilizar”.

Fonte do Ministério de Infraestrutura diz que ninguém na pasta nunca tinha ouvido falar sobre Zé Trovão até a ação do STF alçá-lo a esse protagonismo. “A impressão que nós temos é que há uma ideia supervalorizada do papel dele em relação à categoria. Nesse momento a PRF identifica que esses movimentos em estradas estão sendo feitos sem uma coordenação central nem pauta definida”, disse a fonte ao Valor.

 

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