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Casal diz ter sido vítima de homofobia após ser baleado em Manaus

Por G1 AM

Casal diz ter sido vítima de homofobia após ser baleado em Manaus

Emanuel Medeiros e Jonas Negreiros afirmam que foram vítimas de homofobia. — Foto: Arquivo pessoal

Emanoel Medeiros Marinho e Jonas Negreiros Júnior, ambos de 25 anos, foram baleados na noite do último sábado (11), na Praça do Caranguejo, no Conjunto Eldorado, zona centro-sul de Manaus. O casal afirma ter sofrido ataques verbais, físicos e ter sido vítima de homofobia. O caso foi registrado no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

O G1 questionou a Polícia Civil sobre as investigações do caso e aguarda posicionamento.

De acordo com Emanoel Marinho, ele e o companheiro chegaram à Praça do Caranguejo e, enquanto ele descia para fazer compras em um bar, Jonas parou para estacionar a motocicleta em que eles estavam. Segundo ele, enquanto Jonas estacionava, um homem se aproximou e começou a dizer palavras homofóbicas e xingamentos contra ele.

“O homem parou perto dele e começou a dizer um monte de ataques homofóbicos. Depois desses ataques, o Jonas foi lá pedir respeito e querer entender o que estava acontecendo. Foi aí então que o cara começou a ser agressivo, xingar, e uma senhora que estava com ele alertou que estava armado”, relembra.

Com medo, o casal saiu da praça em busca de uma viatura policial ou Distrito Integrado de Polícia (DIP) para fazer a denúncia.

“A gente pegou a moto e saiu para fazer a denúncia, só que ele pegou o carro dele e foi atrás da gente. Quando paramos uma esquina para fazer o retorno, ele apontou a arma e atirou quatro vezes. Um dos disparos pegou o meu ombro. No Jonas, a situação foi mais grave, o pulmão dele foi perfurado e a axila dele também foi atingida. Além das lesões, ele também teve hemorragia e ainda está internado”, conta.

Emanuel conta, ainda, que no momento do crime, o casal foi auxiliado por pessoas que passavam pelo local e se ofereceram para levá-los até o Hospital 28 de Agosto. O estado de saúde de Jonas Negreiros Júnior é considerado estável e ele segue internado.

“É um sentimento de impotência, porque a gente sofreu tudo isso sem nunca ter ameaçado alguém, ter colocado a vida de alguém em risco. O único motivo de ter acontecido isso é o fato de a gente ser quem é. É chocante sofrer esse tipo de situação somente por ser quem a gente é”.

Emanuel também é membro da Associação Manifesta LGBT+, em Manaus. Por meio de nota divulgada nas redes sociais, a associação repudiou os ataques verbais e físicos sofridos pelo casal e afirmou que está oferecendo suporte jurídico.

Segundo Emanoel, o atirador não foi preso.

 

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