As novas diretrizes para transgĂȘneros a ser estabelecida pelo COI (ComitĂȘ OlĂmpico Internacional) foram adiadas, novamente, segundo a entidade, em razĂŁo de “opiniĂ”es muito conflitantes”. Assim, Ă© improvĂĄvel que novas regras sejam publicadas atĂ© os Jogos OlĂmpicos de Inverno de Pequim, em fevereiro prĂłximo, trĂȘs anos depois do que foi originalmente planejado pelo COI.
Estamos muito cientes de que sexo, Ă© claro, nĂŁo Ă© binĂĄrio. E, portanto, as soluçÔes nĂŁo serĂŁo essencialmente binĂĄrias – diz o diretor mĂ©dico e cientĂfico do COI, o britĂąnico Richard Budgett
A notĂcia foi revelada pelo diretor mĂ©dico e cientĂfico do COI, o britĂąnico Richard Budgett, que disse que o prĂłximo conselho para federaçÔes esportivas internacionais âpriorizaria a inclusĂŁoâ e âevitaria danosâ. Hoje, o COI sugere que as mulheres trans devem ser autorizadas a competir entre atletas do gĂȘnero feminino se reduzirem sua testosterona por 12 meses –embora as federaçÔes internacionais de cada esporte possam estabelecer suas prĂłprias regras.
No entanto, falando em uma conferĂȘncia do Conselho da Europa sobre a proteção e promoção dos direitos humanos de atletas intersex e transgĂȘneros em competiçÔes esportivas, Budgett disse que a abordagem do COI mudaria.
– HaverĂĄ diretrizes amplas de alto nĂvel –mais como uma estrutura. SĂŁo as federaçÔes internacionais que determinarĂŁo as regras especĂficas para seus esportes e eventos. As mudanças especĂficas de 2015 sĂŁo a ĂȘnfase na prioridade de inclusĂŁo e na prevenção de danos, mas sempre tendo em mente a importĂąncia de uma competição justa e significativa. Ainda temos que concordar com a estrutura. Ă um desafio. Mas serĂĄ publicado em alguns meses –o mais tardar logo apĂłs os Jogos OlĂmpicos de Inverno de Pequim. Estamos muito cientes de que sexo, Ă© claro, nĂŁo Ă© binĂĄrio. E, portanto, as soluçÔes nĂŁo serĂŁo essencialmente binĂĄrias – disse Budgett.
O mĂ©dico britĂąnico tambĂ©m revelou que o COI se afastaria da abordagem de medida Ășnica para o esporte, como nas diretrizes atuais emitidas em 2015. Eles afirmam que as mulheres trans devem ser capazes de participar de competiçÔes feminina sem cirurgia de redesignação sexual, desde que uma vez que mantĂȘm seu nĂvel total de testosterona no soro abaixo de 10 nanomoles por litro.

