ConfĂșcio Moura desabafa e faz duras crĂ­ticas Ă s coligaçÔes, Ă  polĂ­tica e aos polĂ­ticos 

Por METRÓPOLES 23/09/2021 às 08:57

NĂŁo sĂł merece registro, como tambĂ©m muita reflexĂŁo, importante texto publicado pelo ex-governador e atual senador rondoniense ConfĂșcio Moura em seu blog pessoal, nesta semana. Num comentĂĄrio curto e de fĂĄcil compreensĂŁo, mas extremamente duro em seu contexto, ele escreveu o que muitos brasileiros gostariam de dizer, sobre os polĂ­ticos, os partidos e a classe polĂ­tica, enquanto os que vivem nesse e desse metiĂȘ, fazem questĂŁo de nĂŁo comentar.

ConfĂșcio, nesse quesito, torna-se exceção Ă  regra, falando claramente o que muita gente gostaria de falar. Entre outras coisas, ele critica duramente as coligaçÔes. “Nesse negĂłcio de coligação, quando um camarada que tem muitos votos, ele arrasta quem nĂŁo tem quase nada. AlĂ©m disso, as “benditas” coligaçÔes sĂł servem para o perĂ­odo eleitoral. Sabe Deus o que se passa por debaixo dos panos nessas negociaçÔes”.

Sublinhou ainda que “se presume, em muitas vezes, que aos chamados partido de aluguel”, referindo-se aos perĂ­odos das campanhas eleitorais, “sejam uma verdadeira safra do achaque e da venda do partido”. A questĂŁo dos partidos de balcĂŁo Ă© uma das maiores excrescĂȘncias do nosso paĂ­s, embora a maioria dos polĂ­ticos evite denunciĂĄ-la, porque os que sĂŁo adversĂĄrios hoje, podem ser os aliados de amanhĂŁ, nessa bagunça eleitoral que vivemos. Mas ao comentar o assunto, o senador de RondĂŽnia nĂŁo o fez com exatidĂŁo? Existe verdade maior?

ConfĂșcio foi mais longe, depois de criticar tambĂ©m as constantes tentativas de mudanças das leis eleitorais a cada pleito. Destacou ainda que â€œĂ© por tudo isso, que Ă© muito difĂ­cil para qualquer prefeito, governador ou presidente da RepĂșblica, ter condiçÔes de governar verdadeiramente para melhoria do povo”.

O que ocorre, protesta, Ă© que o governante “tem que ficar correndo atrĂĄs de apoio, com um mundo de partidos, todos eles necessitando de recursos para suas bases (quero isso, quero aquilo!) deixando para trĂĄs os reais interesses, as reformas necessĂĄrias, que venham a favorecer, principalmente, aos segmentos mais pobres da população”. Lamentou que â€œĂ© assim que vem acontecendo desde o Brasil ImpĂ©rio, agravado, depois da Proclamação da RepĂșblica. NinguĂ©m liga para a educação bĂĄsica.

NinguĂ©m liga para a regularização fundiĂĄria. NinguĂ©m liga para profissionalizar os jovens”. E definiu: “e assim vai se levando na barrigada o nosso paĂ­s, enquanto qualquer Presidente, mesmo que nĂŁo diga, termina entrando na onda de governo de cooptação. O que poderia, saudavelmente, ser uma coalizĂŁo (uniĂŁo) para iniciarmos uma virada no nosso paĂ­s!”, teoriza, seria um grande avanço, “se todos escolhessem, verdadeiramente, a educação bĂĄsica e a alfabetização na idade certa, como prioridade absoluta”! O ConfĂșcio de RondĂŽnia nĂŁo Ă© o chinĂȘs, mas tambĂ©m faz a gente pensar!

ROCHA RETOMA O PSL REGIONAL, PREPARANDO SEU CAMINHO EM BUSCA DA REELEIÇÃO

De surpresa, foi anunciada uma importante decisĂŁo do governador Marcos Rocha, sobre seu futuro polĂ­tico. Ele voltou ao seu partido de origem, preparando-se para a busca da reeleição no ano que vem. Rocha nĂŁo sĂł retorna ao PSL, como o retoma, tambĂ©m assumindo a função de presidente regional. O seu chefe da Casa Civil, JĂșnior Gonçalves, serĂĄ o secretĂĄrio-geral da sigla, acabando com uma divisĂŁo que determinou a saĂ­da do Governador do partido, pouco depois de assumir o comando do Estado.

Os acordos foram fechados com o presidente nacional do partido, o deputado federal Luciano Bivar, um dos que costura os futuros passos do presidente Jair Bolsonaro tambĂ©m em direção a um segundo mandato. HĂĄ possibilidades concretas de que Bolsonaro, em breve, tambĂ©m anuncie que retorna ao seu partido de origem, como Marcos Rocha. O Governador rondoniense chegou a “namorar” vĂĄrias outras siglas, antes de bater o martelo.

Mas seguiu a orientação do grupo do Presidente da RepĂșblica, de quem Ă© aliado de primeira hora. Ontem mesmo ele jĂĄ começou a agir. Uma das metas Ă© formar uma forte nominata de candidatos do partido para 2022, tanto em nĂ­vel estadual quanto federal.

CASO HEURO: UMA NOVA LICITAÇÃO PODE DEMORAR MAIS DE DOIS ANOS

O tempo passa, o tempo voa e a histĂłria da construção do Heuro continua numa….ruim. Como o Tribunal de Contas do Estado interferiu no assunto, alegando uma sĂ©rie de irregularidades no contrato (inicialmente, as contestaçÔes tinham mais de 20 itens, que baixaram para trĂȘs ou quatro), o caso ainda estĂĄ pendente. O maior problema, agora, relaciona-se com a batida de pĂ© do TCE-RO de que a obra estĂĄ superfaturada.

AtĂ© agora, o Tribunal nĂŁo aceitou as alegaçÔes nem da empresa que foi contratada para fazer todo o projeto, nem da Secretaria da SaĂșde e nem da Procuradoria Geral do Estado, que atravĂ©s do procurador Maxwel Andrade, tem defendido com unhas e dentes o projeto original, em relação a esse quesito. O que pode ocorrer Ă© zerar a licitação que ocorreu na Bolsa de Valores de SĂŁo Paulo, onde 15 empresas mostraram interesse, mas apenas duas participaram da concorrĂȘncia, pois o preço foi considerado baixo, Ă© uma nova licitação, o que poderia demorar mais dois anos, pelo menos, para que a obra pudesse começar. Isso se o TCE nĂŁo anunciasse novas irregularidades. Ou seja, nosso Heuro estĂĄ ainda muito distante.

UMA MORTE EM CINCO DIAS, HOSPITAIS QUASE VAZIOS: A COVID RECUA NO ESTADO

Em cinco dias (sexta, sĂĄbado, domingo, segunda e terça-feira), apenas uma morte por Covid foi registrada em RondĂŽnia. Nenhuma na Capital. Apenas onze pacientes estavam internados na Capital, nesta quarta. No Estado todo, segundo o Boletim 549, da Secretaria de SaĂșde do Estado, com nĂșmeros oficiais do MinistĂ©rio da SaĂșde, apenas 69 doentes ainda ocupavam nossos leitos hospitalares.

O total de contaminados e hospitalizados, se equivale, mais ou menos, aos registrados entre maio e junho de 2020, quando a pandemia começava a mostrar sua força em RondÎnia. Outra boa notícia é que, ao menos até a quarta-feira, não se registrara nenhum caso mais grave da doença por cepas novas e consideradas mais agressivas, como a colombiana e a indiana. No mesmo Boletim, lamenta-se profundamente as mortes de 6.512 pessoas, durante todo o período da doença, que começou a cair drasticamente com a vacinação em massa.

Até agora, estamos perto de termos recebido 2 milhÔes e 200 mil vacinas, das quais perto de 1 milhão 650 mil foram aplicadas como primeira dose e quase 540 mil da segunda. Ainda não hå dados oficiais sobre quantas terceiras doses jå foram aplicadas no Estado, jå que elas começaram hå poucos dias.

HILDON REGISTRA NAS REDES SOCIAIS: CAPITAL APLICOU MEIO MILHÃO DE DOSES DE VACINAS

Por falar em vacinação, o prefeito Hildon Chaves anunciou, nesta quarta, um nĂșmero que merece, sim, todas as comemoraçÔes. A Capital rondoniense, segundo ele, atingiu a marca de meio milhĂŁo de vacinas aplicadas. Num texto nas redes sociais, Hildon registrou: â€œĂ© com muita alegria que venho aqui comunicar Ă  vocĂȘs: chegamos Ă  marca de 500 mil doses aplicadas! Nossa vacinação que teve inĂ­cio no dia 19 de janeiro, atingiu a marca de meio milhĂŁo de doses aplicadas contra a Covid-19. Segundo o MinistĂ©rio da SaĂșde, contabilizamos 500.629 doses aplicadas, sendo 334.205 de primeira dose, 157.945 de segunda dose, alĂ©m de 8.479 de dose Ășnica.

ParabĂ©ns aos servidores, voluntĂĄrios; Ă s SecretĂĄrias Eliana Pasini e Marilene Penatti pelo empenho e dedicação durante esses oito meses de trabalho duro e entrega para que a população permanecesse segura e imunizada. ParabĂ©ns aos que jĂĄ se vacinaram e Ă s equipes que levaram essas doses para o Baixo Madeira e todos os distritos”. O prefeito concluiu: “a campanha de imunização ainda nĂŁo acabou, precisamos nos conscientizar de que ainda temos muito trabalho pela frente, muitas pessoas a serem vacinadas. Vacina boa, Ă© vacina no braço!

NOSSOS “DIAMANTES VERDES” CONTINUAM INDO EMBORA. PELO CONTRABANDO

Mais uma vez, como jĂĄ o fizeram dezenas de vezes, sempre enxugando gelo e, obviamente jamais resolvendo o problema na sua essĂȘncia, agentes da PolĂ­cia Federal, devidamente autorizados pela Justiça, realizaram nova e insĂ­pida ação para desbaratar mais uma quadrilha de contrabandistas de diamantes.

Com o nome pomposo de Green Diamond (Diamante Verde), com o Ăłbvio trocadilho relacionada com a riqueza que abunda no solo da AmazĂŽnia, os federais fizeram prisĂ”es, apreensĂ”es e, certamente, daqui a alguns anos, quando os envolvidos forem julgados, jĂĄ se esqueceu o caso. Como ficaram esquecidas inĂșmeras outras açÔes, cujos resultados sempre sĂŁo discutĂ­veis. Enquanto se prende um pequeno grupo de contrabandistas, outros, vĂĄrios deles, sĂŁo criados.

Aos poucos, nossas riquezas vĂŁo embora, por pura ideologia burra, sem que fique, para nosso PaĂ­s e para nossa população, um sĂł centavo do que Ă© legitimamente nosso. Os Ă­ndios, donos da terra, tambĂ©m ficam sem nada, afora as camionetas zero quilĂŽmetro e as antenas parabĂłlicas presenteadas aos caciques. O caso mais recente de Cacoal, refere-se, claro, aos diamantes da Reserva Roosevelt. O governo federal lava as mĂŁos e deixa com a PF a missĂŁo de acabar com o contrabando, o que, sem dĂșvida alguma, jamais conseguirĂĄ.

LEI ESTADUAL PROÍBE A ABERRAÇÃO DA “LINGUAGEM NEUTRA” EM ESCOLAS RONDONIENSES

Embora em nĂ­vel nacional o vergonhoso uso da chamada linguagem neutra, que ignora os sexos masculino e feminino e tenta criar absurdos para LĂ­ngua Portuguesa, com palavra hĂ­bridas (teoria defendida pelas esquerdas e atĂ© por instituiçÔes sĂ©rias, inclusive da ĂĄrea da Justiça, da Educação e de parte da grande mĂ­dia, lamentavelmente!) esteja tentando tomar conta das nossas escolas, por aqui jĂĄ se tomou medidas para impedir essa nojeira. Projeto do deputado do PSL, Eyder Brasil, foi aprovado na Assembleia Legislativa, proibindo o uso desta excrescĂȘncia denominada de “linguagem neutra!”, nas escolas rondonienses.

O projeto determina que tal linguagem nĂŁo pode ser usada, com a utilização de vogais, consoantes e sĂ­mbolos que nĂŁo identifiquem claramente o gĂȘnero masculino ou feminino nas palavras. Claro que uma decisĂŁo neste nĂ­vel sĂł seria de prĂĄtica viĂĄvel, caso viesse de cima para baixo, em nĂ­vel nacional. Mas a iniciativa do parlamentar retrata, sem dĂșvida alguma, a ojeriza com que a grande maioria dos rondonienses trata esse assunto.

O que falta agora Ă© uma lei federal, com aval dos parlamentares estaduais, para acabar com o ensino de sexo, homossexualismo e outros temas semelhantes, relacionados com a imposição sobre ideologia de gĂȘnero, em relação ao ensino para nossas crianças.

DA PORTA PARA FORA DAS CADEIAS, DEPENDEMOS DA SORTE PARA NÃO SERMOS AS VÍTIMAS

Tem de tudo um pouco: drogas, celulares, carregadores, armas artesanais. Tem grupos organizados, reunindo-se periodicamente para planejar e mandar executar crimes do lado de fora. Tem de tudo nas cadeias brasileiras e rondonienses. Com uma legislação que protege o crime, a sociedade nĂŁo se livra dos bandidos nem quando eles estĂŁo entupindo penitenciĂĄrias. Todos tĂȘm direitos e mais direitos, enquanto as vĂ­timas, aqui fora, sĂł ficam torcendo para que, ao menos hoje, nĂŁo tenha chegado a vez delas. Nesta semana, uma ação preventiva no presĂ­dio de Ji-ParanĂĄ comprovou que Ă© uma moleza entrarem drogas e celulares nas cadeias.

Se a mesma ação fosse feita em outros presĂ­dios do Estado, o resultado seria o mesmo. Enquanto isso, do lado de cĂĄ, todos os dias as vĂ­timas se avolumam. Nos Ășltimos dias, perto do shopping, um casal de motoqueiros jĂĄ realizou vĂĄrios assaltos, levando uma dezena de celulares, sem ser perturbado. Menores entram e saem dos centros de detenção na maior moleza. Roubam, assaltam, ferem e depois voltam para dormirem em paz, onde deveriam estar detidos, para poderem planejar os crimes do dia seguinte.

E assim vai nossa vida, dependendo da sorte para nĂŁo sermos violentados e tambĂ©m dela, a sorte, para nĂŁo sermos mortos. Enquanto isso, nas cadeias, o que mais vale Ă© o direito dos presos. É, lamentavelmente, no que transformaram nosso paĂ­s…

PERGUNTINHA

VocĂȘ concorda plenamente, discorda ou tem vontade de rir, com a afirmação do ministro Luiz Fux de que “o STF contribui para a estabilidade e retomada econĂŽmica do pais, apesar de dificuldades”?

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