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22 outubro 2021 4:16 pm

Gladson Cameli reclama de serviços prestados pela empresa de Jarbas Soster na BR-364: “É o famoso mergulhar no preço”

Em entrevista à rádio Juruá FM no dia do aniversário de 116 anos de Cruzeiro do Sul, o governador disse que está com dinheiro para pagar a obra na Rodovia AC-405, mas que exige celeridade antes do período de chuvas

POR RENATO MENEZES, PARA CONTILNET

Última atualização em 28/09/2021 11:55

“A empresa ganhou com preços lá embaixo e agora não tem condição de concluir o trabalho”. Esta fala, proferida pelo governador do Acre Gladson Cameli em entrevista à rádio Juruá FM nesta terça-feira (28), diz respeito às obras que a construtora do empresário Jarbas Soster, a MSM Industrial Ltda., vêm executando nas rodovias que perpassam o estado.

De acordo com o governador, a empresa não vem cumprindo o que prometeu após abaixar os preços para assumir a responsabilidade em concluir os serviços de reparo na BR-364.

Por conta disto, segundo Cameli, ele se vê precisando pedir ajuda de uma equipe do Departamento de Estradas e Rodagens do Acre (Deracre) para terminar e evitar o fechamento da BR. Atualmente, a MSM atua entre Feijó e Sena Madureira.

“É o famoso mergulhar no preço […] agora será multada, será substituída e vai ficar 2 anos sem poder contratar com o governo federal. Eu já coloquei o Deracre à disposição para o trabalho. O que não pode acontecer é fechar a BR”, complementou.

A empresa de Soster já foi notificada por diversas vezes pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) por falta de celeridade. Sobre isto, o departamento já, inclusive, abriu procedimento administrativo para investigar o atraso no cronograma de serviços.

Em nota, o DNIT afirmou que a correção dos valores exigidos pelo empresário não foi negado, mas que só serão analisados mais a fundo após a entrega dos serviços. “O Dnit intensificará as providências para garantir as condições de trafegabilidade da BR-364/AC, mesmo antes da viabilização desses serviços mais estruturais”, complementou.

Já o empresário, que está responsável pelos dois trechos que estão orçados em mais de R$80 milhões, afirma que há desequilíbrio contratual por parte do DNIT. “O que acontece é que o Dnit não adequou os preços e condições do contrato à nova realidade do país com relação aos valores de mão de obra, combustível e insumos. Houve aumentos de até 500%”, falou.

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