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21 setembro 2021 10:41 am
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Homem que matou a ex com dez tiros vai a júri por homicídio triplamente qualificado

Yasmin Beatriz Almeida Guedes foi morta no Jardim Colibri, em Campo Grande, em 29 de setembro do ano passado, com dez tiros, no meio da rua

POR G1 MS

O juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Aluízio Pereira dos Santos, aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual (MP-MS) e pronunciou Hércules Alves de Souza, de 22 anos, ao Tribunal do Júri pelo homicídio triplamente qualificado de sua ex companheira, Yasmin Beatriz Almeida Guedes, de 18 anos.

Ela foi morta no Jardim Colibri, em Campo Grande, em 29 de setembro do ano passado, com dez tiros, no meio da rua. A data do julgamento ainda será marcada, mas o agora réu vai responder por homicídio praticado por motivo torpe, por recursos que dificultou a defesa da vítima e por feminicídio no contexto da violência doméstica.

Segundo a denúncia do MP-MS, Hércules e Yasmin mantiveram um relacionamento conturbado, com várias idas e vindas, de acordo com o depoimento de testemunhas. Na acusação contra ele, a promotora Luciana Amaral Rabelo define como motivo torpe exatamente o ciúme exacerbado manifestado pelo réu em relação à vítima.

Hércules ficou foragido por quatro meses. No dia 22 de fevereiro deste ano, foi capturado por equipe da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM). Na delegacia, o suspeito ficou em silêncio. Na fase de interrogatório judicial, negou a autoria do assassinato, alegando estar na casa de outra jovem com quem estava se relacionando.

As investigações feitas, segundo a peça acusatória, indicam porém que ele e Yasmin estavam rompidos publicamente, mas continuavam se relacionando às escondidas.

No dia da morte vítima, conforme consta do processo, os dois se falaram por telefone antes do crime. Uma amiga que estava com a vítima testemunhou esse momento, conforme levantado.

A defesa tentou derrubar a acusação, se utilizando do álibi de que Hércules estava com a outra jovem com quem vinha morando, mas essa tese não prosperou.

“A presente fase da pronúncia se contenta com a probabilidade e não com a certeza, essa exigida para a avaliação do mérito, que é feita pelo juiz natural (Conselho de Sentença)”, decidiu o juiz Aluízio.

O conselho de sentença é formado pelos sete jurados aos quais vão ser feitas as perguntas sobre a culpa do réu pelos crimes apontados.

Com a decisão de pronúncia, ou seja, de mandar o réu para o julgamento popular, agora a defesa e a acusação se manifestam. Pode haver recurso contra a decisão. Só depois disso, o juiz marca a audiência.

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