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12 setembro 2021 9:05 am
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Líder do PCC e chefão do tráfico lê livros para sair, nos braços da lei, de presídio federal

POR SÉRGIO PIRES, PARA CONTILNET

Não é de enlouquecer qualquer pessoa de bom senso, um criminoso cruel, líder do PCC, a maior e mais assustadora facção criminosa do país, condenado por tráfico de drogas, sequestro e outros crimes, sair livre da cadeia, pela porta da frente, graças as leis brasileiras, feitas por irresponsáveis (para não se dizer coisa pior!) para beneficiar este tipo de gente? Pois isso que se repetiu dias atrás, quando um dos maiores traficantes do país teve sua pena muito reduzida, por motivos fúteis, como o de ler livros enquanto preso e participar de cursos na cadeia. Ora, uma legislação que caberia para detentos primários, que devem ter todo o apoio para sua tentativa de reintegração à sociedade, é estendida para bandidos do porte do que foi libertado agora, como o foram outros tantos, nos últimos anos.

Muitos deles estão soltos, apavorando as comunidades onde atuam, como beneficiários dessa absurda legislação. O caso envolve um preso que não é só líder do tráfico numa das maiores favelas de São Paulo, a de Paraisópolis. É também um dos principais líderes do PCC, aquela facção que implantou o terror no Brasil, mais de uma vez. Este grande líder do crime, inclusive, já esteve como hóspede importante no Presídio Federal de Porto Velho. Foi solto quando estava na cadeia de Catanduva. Ele é um dos muitos presos perigosos, libertados pelas benesses que nossa lei, amiga do crime, dá suas bênçãos a esses abusos. No ano passado, decisão monocrática do então ministro do STF, Marco Aurélio de Mello, soltou um dos maiores traficantes do país, André do Rap. No mesmo dia a decisão foi cassada, mas o bandido sumiu e, claro, jamais foi localizado.

O que se questiona é o que está fazendo nosso Congresso Nacional, tão preocupado em fazer leis em benefício próprio e que não se mexe para modificar esses absurdos e excrescências que priorizam os direitos de criminosos e põe a sociedade como refém? Quando votou nos 513 deputados e 81 senadores em 2018, o eleitor não exigiu mudanças? Agora, em 2022, é a hora de dar o troco e ignorar todos aqueles que, ao invés de nos defender, tratam de assuntos secundários, como reformas eleitorais que só os beneficiam, apenas para dar um exemplo.

Uma limpeza geral, acabando com o mandato dessa gente que lava as mãos, quando se trata de defender as pessoas de bem e colocando no lugar deles lideranças que garantiriam uma mudança, que representasse os verdadeiros anseios do país, certamente seria a grande solução. Mas, como se sabe, isso está longe de acontecer. O eleitor, no geral, tem má memória e esqueceu das promessas não cumpridas da eleição passada. Que serão feitas novamente. E, é claro, não serão cumpridas de novo. Enquanto isso, continuaremos vivendo neste país que prioriza os direitos de gente do mal. Lamentável!

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