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Mesmo com atos de 7 de Setembro marcados para mesmo horário e local no Acre, PT e PSL querem paz

Por TIÃO MAIA, PARA CONTILNET

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os dois lados, antagônicos entre si por questões ideológicas, que organizam manifestações pró e contra o presidente Jair Bolsonaro no Acre, no próximo dia 7 de Setembro, falam em atos pacíficos. As manifestações estão marcadas para ocorrer em horário simultâneo, a partir das 16 horas, na região da Gameleira, segundo Distrito da Capital acreana. Haverá manifestações também em municípios do Alto Acre e do Vale do Juruá.

Embora os dois lados falem de manifestações pacíficas, o sistema de segurança pública do Acre estará de prontidão e vem elaborando um plano de contingência para o caso de haver enfrentamentos, informou uma fonte da Secretaria de Estado de Segurança Pública. O secretário da pasta, coronel PM Paulo Cézar dos Santos, está particularmente preocupado com as manifestações e vem atuando para que as promessas de paz de ambos os lados sejam levadas à prática.

O presidente regional do PT, Francisco Cesário Braga, que participa da organização das manifestações contrárias a Bolsonaro, disse que acreditar que muito que todos que vão às ruas no 7 de Setembro, “de um jeito ou de outro, querem um país melhor e entendem que essa construção não passa pela violência”. “Sei que Bolsonaro e alguns de seus apoiadores mais radicais estão eivados de sentimentos golpistas, com aspirações a implantação de uma ditadura no Brasil, o que faz com que parte da população tenha receio de ir às ruas no 7 de Setembro defender o povo brasileiro e mais tarde ser perseguida. Porém a maior parte da população não aceita uma ditadura e está preocupada com a situação de extrema miséria que vivemos no país. Tenho certeza que os órgãos da segurança publica estarão nas ruas para defender a livre manifestação do povo”, disse o petista.

Presidente regional do PSL, Pedro Valério, no outro polo das organizações de manifestações de apoio a Bolsonaro, faz o mesmo discurso de paz. Disse que, como Partido, o PSL não participa de manifestações, mas admitiu que seus militantes estrarão nas ruas com suas manifestações de apreço a Bolsonaro, no mesmo horário e local em que estarão os manifestantes de esquerda capitaneados pelo PT.

“Mas espero que o bom senso prevaleça. Nós vamos ás ruas com manifestações pacíficas, para fazer um tira-teima em relação à popularidade do presidente cujo governo nós apoiamos. É que as pesquisas dizem que ele está em baixa e as manifestações de 7 de Setembro servirão para revelar quem tem razão. No entanto, vamos em paz e queremos que nossos adversários de esquerda tenham o senso democrático de não apelar para a violência”, diz Pedro Valério. “Nós vamos, sim, usar faixas e cartazes e devemos fazer discursos, alguns até exaltados. Mas nada que agrida fisicamente mente a ninguém”, acrescentou.

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