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14 outubro 2021 5:12 pm

Vídeos mostram que traficantes presos pela PF ostentavam vida de luxo; bracelete de líder custa R$ 130 mil

Um vídeo feito em Ariquemes (RO), por um investigado identificado como Leandro, é possível ver Land Rover, BMW e Camaro na garagem de casa

POR G1

Última atualização em 16/09/2021 15:34

Os líderes da organização criminosa, alvos da operação Carga Prensadagostavam de ostentar seus patrimônios luxuosos na internet. Segundo a Polícia Federal (PF), somente o bracelete de ouro de um dos investigados é avaliado em R$ 130 mil.

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Todo patrimônio luxuoso adquirido pela quadrilha foi através de crimes, tendo o tráfico de drogas como ‘carro chefe’ do grupo.

Em vários dos posts feitos no Instagram, por exemplo, os suspeitos faziam stories de carros de luxo estacionados na garagem.

Uma das imagens foi feita em Ariquemes (RO), por um investigado identificado como Leandro. No vídeo, o homem circula pela garagem e mostra várias Land Rover, uma BMW e um Camaro. “É tudo nosso”, disse.

BMW na garagem de um dos investigados pela PF — Foto: Reprodução/Instagram
BMW na garagem de um dos investigados pela PF — Foto: Reprodução/Instagram

Em outros posts, os líderes da organização criminosa mostram um voo sendo feito com a aeronave comprada através do dinheiro ilícito e uma lancha pronta para ser usada em Ariquemes.

Segundo o superintendente regional em exercício da PF, Agostinho Gomes Cascardo Júnior, a organização criminosa tinha atuação nacional.

“Eles faziam a distribuição de cocaína para diversos estados, a partir de Rondônia, bem como de maconha para Rondônia e Acre (oriunda de Mato Grosso do Sul)”, afirma.

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O delegado da PF que conduziu a operação, Alan Vawner Nascimento, diz que a quadrilha tinha uma estrutura organizada, dividida por vários núcleos, incluindo o financeiro.

“Existe o núcleo de fornecedores de droga, o núcleo operacional, o núcleo de transporte (geralmente a droga transportada por meio terrestre), e um núcleo importante hoje em dia nas organizações criminosas, o financeiro. Esse último fica responsável pela lavagem de dinheiro para que a quadrilha pudesse usar o dinheiro após ser lavado”, disse.

No caso da organização que atuava em Rondônia e Mato Grosso, o dinheiro ela lavado através de empresas de apostas, como a Rondo Esportes e a Pantanal Esportes.

“O dinheiro ilícito entrava na conta dessa empresa de apostas e os membros [da própria organização criminosa] eram sorteados e recebiam o dinheiro de forma, teoricamente, lícita.Então se dava caráter lícito a esse sortudo. Em uma semana, uma das empresas pagou R$ 2,7 milhões em prêmios”, diz o delegado. 

Além do tráfico, a quadrilha atuava no comércio ilegal de armas de fogo e falsidade ideológica.

Bracelete de R$ 130 mil apreendido em operação — Foto: PF/Reprodução
Bracelete de R$ 130 mil apreendido em operação — Foto: PF/Reprodução

Carga Prensada

A operação da PF foi iniciada na quarta-feira (15) nos estados de Rondônia, Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. Ao todo, 270 policiais cumpriram 45 mandados de prisão e 63 mandados de busca e apreensão.

Na ocasião, a Justiça de Vilhena (RO) autorizou o sequestro de 150 veículos, vários deles de luxo, pertencentes a organização criminosa com forte atuação nacional. Também foi autorizado o sequestro de uma aeronave, uma lancha e imóveis.

Segundo investigação da PF, os integrantes da quadrilha faziam o envio de grandes quantidades de cocaína de Rondônia, através de caminhões, para outros estados.

Desde o início da investigação, no final de 2019, mais de 2,5 toneladas de drogas da organização criminosa foram apreendidas pelas polícia, em ações conjuntas.

PF apreendeu carro de luxo durante operação Carga Prensada em RO — Foto: Divulgação/PF
PF apreendeu carro de luxo durante operação Carga Prensada em RO — Foto: Divulgação/PF

Em Rondônia, os mandados da PF foram cumpridos em Espigão D’Oeste, Rolim de Moura, Ariquemes, Alta Floresta D’Oeste, São Miguel do Guaporé, Jaru e Nova Brasilândia.

A polícia diz que um dos suspeitos chegou a movimentar R$ 10 milhões em contas bancárias, dinheiro obtido através do tráfico de drogas e armas.

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