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25 novembro 2021 3:55 am

Acusado de tentar matar a ex-mulher em Sena Madureira é condenado a 30 anos pela Justiça

POR REDAÇÃO CONTILNET

Última atualização em 27/10/2021 14:58

A justiça de Sena Madureira, por intermédio do juiz de Direito Fábio Farias, condenou nesta semana Eufrázio Dantas da Silva a uma pena de 30 anos de reclusão. Ele foi levado a julgamento por tentar matar sua ex-companheira, em maio deste ano na região do Bairro Cristo Libertador.

Na sentença, o juiz discorreu sobre a culpabilidade: “Reprovável, uma vez que o acusado praticou o crime com premeditação e extrema frieza, de forma que sua ação é merecedora de elevada censura”.

Na data do crime, homem foi dominado pelos moradores até a chegada da Polícia. Foto: ContilNet

Com relação ao motivo, o juiz enfatizou: “Suposta desavença pela visita ao filho do casal, o que se mostra dessarrazoado; todavia, deixo de valorá-lo negativamente porque já agrava o crime pela futilidade; As circunstâncias foram consideradas graves, haja vista que o crime foi praticado em plena luz do dia e em Bairro bastante movimentado, ressaltando-se, ainda, que o mesmo se encontrava monitorado eletronicamente à época, fatores a demonstrar maior audácia e total descrédito para com as instituições de segurança pública”.

De acordo com os autos do processo, na data do ocorrido (6 de maio de 2021), a vítima se encontrava em casa quando foi surpreendida pelo ex-marido. Após levar duas facadas, ela pulou para fora da casa, e como o imóvel é alto, acabou se machucando mais ainda. Não contente, o ex-companheiro pegou um pedaço de ripa e bateu no braço dela que acabou fraturando.

Eufrázio Dantas foi dominado posteriormente pelos próprios moradores que, revoltados, o agrediram fisicamente até que a Polícia Militar chegou ao local e adotou as medidas cabíveis.

A mulher vítima da tentativa de feminicídio estava separada do mesmo há algum tempo e, inclusive, vive maritalmente com outra pessoa.

O juiz Fábio Farias determinou que a pena seja cumprida inicialmente em regime fechado e negou ao réu o direito de recorrer em liberdade.

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