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Após trocar o terno pelo jaleco na pandemia, Jenilson Leite cobra valorização dos profissionais de saúde no AC

Por NANY DAMASCENO, DO CONTILNET

O deputado estadual Jenilson Leite (PSB), que também é médico infectologista, relembrou sua atuação no período mais crítico da pandemia, durante sessão solene na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) em homenagem aos servidores públicos do Acre e aos profissionais de saúde que atuam na linha de frente durante a pandemia do coronavírus.

No pior período da pandemia, Jenilson se afastou do mandato para trabalhar no Pronto Socorro de Rio Branco e nos hospitais do interior do Acre. Ele reconheceu o papel dos profissionais de Saúde ao longo dos últimos meses.

“Destaco como acertado o papel dos sindicatos, gestores e parlamentares que defenderam o SUS. Se não fosse o SUS no Acre, o estrago teria sido muito maior. Houve um momento em que a Unimed não tinha como atender, não havia onde internar. O sujeito tinha dinheiro, mas não podia se tratar se não no SUS”, lembrou.

Jenilson lembrou a necessidade de valorizar os servidor público de carreira. “O servidor público, aquele de carreira que deixa seu filho em casa, entra no hospital e passa 15, 20 anos, vê sua vida passar, não tem reconhecimento. Hoje temos técnico de enfermagem ganhando 70 reais em um plantão, um valor que não paga nem metade de uma botija de gás”, exemplificou.

O deputado e médico afirma que o poder público precisa “pegar a pandemia como exemplo e valorizar os profissionais do SUS, de carreira, que se dedicam dia e noite, pois foram eles os responsáveis por nos fazer passar por essa pandemia com o melhor impacto possível”

Leite, que é vice-presidente da Aleac, garantiu apoio do parlamento às causas dos profissionais de saúde. “Até o nosso último dia aqui nesta Casa, vamos fazer igual sempre fizemos: não houve nenhuma luta dos profissionais de saúde que não estivéssemos na linha de frente por vocês. Sonho com um Acre e um Estado onde o servidor público de saúde seja melhor reconhecido, com melhores espaços e condições de trabalho. Com salários melhor, que ao sair do serviço público ele tenha sido valorizado e reconhecimento”, finalizou.

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