O preço do cafezinho nosso de cada dia estĂĄ cada vez mais amargo. Dados do Ășltimo IPCA-15 revelados nesta terça-feira (19) mostram que o cafĂ© moĂdo acumula uma alta de 17,15% nos Ășltimos 12 meses.
Nas gĂŽndolas dos supermercados Ă© muito difĂcil o consumidor encontrar um pacote de cafĂ© de 500g (sendo prensado ou nĂŁo) a menos de R$ 13. Isso nĂŁo importando a marca. No inĂcio do ano, o consumidor encontrava pacotes por menos de R$ 10. Dependendo da marca, atĂ© por R$ 8 ou R$ 9.
O Brasil Ă© o maior produtor mundial de cafĂ© e o segundo mercado consumidor do mundo – atrĂĄs apenas dos EUA. E por que o nosso cafezinho de todo dia estĂĄ mais caro? O clima tem um grande peso nisso, dizem os especialistas. Ă que geadas e secas prejudicaram muito as plantaçÔes que abastecem o paĂs.
Produtores de cafĂ© arĂĄbica dos estados de Minas Gerais, SĂŁo Paulo e ParanĂĄ – algumas das principais regiĂ”es produtoras do Brasil – sofreram com as geadas que atingiram as lavouras. De origem africana, o cafĂ© tipo ArĂĄbico Ă© sensĂvel ao frio. Se a geada for muito forte, pode atĂ© matar a planta.
Com os Ășltimos fenĂŽmenos climĂĄticos, o governo federal jĂĄ admite o impacto na safra de 2022.
O DĂłlar e safra menor tambĂ©m explicam preços altos, segundo das da Companhia Nacional de Abastecimento. AlĂ©m disso, a safra atual nĂŁo deve ultrapassar 48,8 milhĂ”es de sacas de 60 kg de grĂŁos. Se isso se confirmar esta marca serĂĄ 22,6% inferior ao da Ășltima.
O cĂąmbio tambĂ©m pesa. O dĂłlar alto incentiva a venda para o mercado externo. De janeiro a julho, o Brasil exportou cerca de 25,2 milhĂ”es de sacas de cafĂ©, o que representa a um aumento de 11,3% em comparação ao mesmo perĂodo de 2020.

