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Câmara Municipal de Rio Branco acena para criação de Procuradoria Especial da Mulher

Por NANY DAMASCENO, DO CONTILNET

Câmara Municipal de Rio Branco acena para criação de Procuradoria Especial da Mulher

Câmara de Rio Branco. Foto: Everton Damasceno/ContilNet

Um projeto de resolução apresentado pela vereadora Lene Petecão (PSD) na semana passada pode criar em breve a Procuradoria Especial da Mulher na Câmara Municipal de Rio Banco, que deverá ser um órgão autônomo, de combate à violência e à discriminação, responsável por receber, analisar e encaminhar denúncias, dentre outras funções.

Para tratar sobre o tema, ocorreu na manhã desta quinta-feira (14), uma audiência pública com a presença da vice-presidente da Associação Brasileira de Mulheres Jurídica, Socorro Rodrigues, que destacou a importância da criação da procuradoria. “Embora venha tardia, ela vem e vem em um bom tempo pois sempre é tempo de reconhecer a importância e quando homens e mulheres dão as mãos e lutam pela mesma causa, faz um parlamento forte e com que tantos problemas se tornem pequenos pois há uma união de esforços. Gostaria de ver este plenário com mais mulheres, mas consigo ver aqui homens sensíveis à causas das mulheres”, destacou.

O projeto que deve permitir a criação foi entregue à mesa diretora pela presidente da Comissão das Mulheres na Câmara Municipal, Lene Petecão, que pediu ajuda dos colegas parlamentares para a criação da procuradoria.

“A pandemia veio e colocou na gaveta, mas agora vamos tirar e com apoio de todos, vamos criar essa procuradoria que já existe na maioria dos municípios do país e já estou conversando com mulheres em outros municípios para a criação também nestes lugares”, enfatizou.

O presidente do parlamento mirim, vereador N Lima (Progressistas), garantiu que vai facilitar a criação. “A valorização das mulheres já acontece em nossa legislatura e não haverá nenhum impedimento para esta criação”.

Segundo a vereadora Michelle Melo (PDT), que convocou a tribuna popular para discutir o tema, mulheres precisam de igualdade e o nível de participação de mulheres na política é um forte indicador de democracia.

“Se há um equilíbrio de mulheres e homens no parlamento, mais sabemos que há um mercado de trabalho para mulheres e uma valorização delas em casa, no setor público e aqui no parlamento é reflexo da realidade do que enfrentamos em outros campos: somos minorias”.

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