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26 novembro 2021 2:43 am

Edvaldo diz que Gladson acertou ao não embarcar no negacionismo de Bolsonaro, mas critica retirada de auxílio

POR NANY DAMASCENO, DO CONTILNET

Última atualização em 27/10/2021 13:46

Ao discursar durante a sessão solene dedicada aos trabalhadores da Saúde que atuaram na pandemia do coronavírus no AC, o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) reconheceu que o governo do Acre acertou quando não “embarcou no negacionismo” defendido pelo governo do presidente Jair Bolsonaro.

“Desde o primeiro dia em que decretamos estado de calamidade pública, eu realcei sempre, que foi o maior acerto do governo do Acre, foi não embarcar na canoa furada do negacionismo. Onde se subestimou a pandemia, os óbitos se multiplicaram. Esse foi o grande acerto, Alysson. Nossa geração vai ficar marcado por ela [pandemia]. O povo brasileiro descobriu nesta pandemia a importância do SUS. O povo descobriu a importância do SUS na necessidade”, disse Magalhães.

Apesar do reconhecimento, Edvaldo cobrou investimentos e valorização dos profissionais de saúde e lembrou a luta dos deputados estaduais para que o governo aprovasse e depois que prorrogasse o pagamento do Auxílio Temporário em Saúde (ATS). Ele destacou que o Auxílio foi retirado no auge da pandemia da Covid-19. Edvaldo, inclusive, apresentou requerimento pedindo o retorno dos pagamentos aos trabalhadores.

“Foi uma polêmica muito grande para criar o Auxílio Temporário de Saúde. A extensão do benefício foi restrita. No momento mais delicado, no momento mais agudo da pandemia, no ápice da segunda onda, o benefício foi retirado. Era pequeno, mas foi retirado. Foi retirado em novembro, houve uma gritaria, voltou em dezembro. Depois faltou em janeiro, fevereiro, março, abril… e só voltou em julho, quando foi restituído. No momento mais difícil, e mesmo com o benefício retirado, nenhum profissional de Saúde deixou de fazer o que vinha fazendo. É por isso que na hora da homenagem a gente tem o dever de fazer a mea culpa, não faltava recursos. Naquele momento o Acre tinha um superávit de 13%. Foi uma ausência de decisão política adequada”, disse o parlamentar ao lembrar o episódio.

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