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13 outubro 2021 2:30 pm

Mãe coloca fogo no cabelo da filha para matar piolhos

POR PAIS & FILHOS

Última atualização em 05/10/2021 21:00

Charity, de 21 anos, relatou experiência em que a mãe usou gasolina para tratar dos piolhos e em seguida acendeu um cigarro, quando tinha 4 anos. A consequência disso foi devastadora, o fogo se alastrou pelo corpo e acabou atingindo 60% dele com queimaduras de terceiro grau.

“Minha avó que teve a ideia”, relatou Charity ao portal de notícias The Sun. “Ela disse à mãe que antigamente usavam querosene para tratar piolhos e que funcionava melhor do que qualquer coisa que ela vinha tentando”, continuou. “Olhando para trás, não sei como ela poderia pensar que isso era uma possibilidade, era tão perigoso”, concluiu.

​A mãe de Charity colocou querosene na filha enquanto tomava banho e foi preparar o jantar. Mas quando ela acendeu um cigarro, um cacho de cinzas caiu sobre a cabeça da criança e pegou fogo. A menina ficou com queimaduras de terceiro grau, cobrindo 60% do corpo. Foi necessário realizar uma cirurgia e reabilitação durante o processo de recuperação. Ela afirma não conseguir perdoar a mãe até hoje pelo ocorrido.

O pai da jovem acabou ficando com a custódia total enquanto ela se recuperava. Ela relata que esse período foi uma luta terrível. Ela explicou: “Eu fazia cirurgias regularmente e meu pai era muito super protetor comigo, com medo de que outra coisa pudesse acontecer”, disse. “Eu era uma menina solitária. Não tinha permissão para ver amigos depois da escola e raramente saía de casa.”, acrescentou.

“Quando eu fiz, as pessoas me olharam como se eu fosse algum tipo de alienígena com minha pele vermelha feia e cheia de cicatrizes. Claro que isso me deixou muito constrangida e eu não queria sair de qualquer maneira – até que meu pai me matriculou no acampamento Great Lakes Burns, em Michigan, quando eu tinha oito anos de idade”, disse. “Para mim, isso mudou tudo”, relata.

Charity afirmou que finalmente aprendeu a se aceitar como era graças aos conselheiros e aos amigos que fez. Ela acrescentou: “Eu sabia que não estava mais sozinha, que havia outras pessoas que reconheceram o que eu estava passando e que poderiam ajudar”, respondeu contente. “E tanto quanto eles me ajudaram, eu os ajudei com seus próprios problemas. Fiz os amigos mais incríveis e eu sabia que um dia, eu queria inspirar outras vítimas de queimaduras a viverem suas melhores vidas”, continuou.  “Parte da minha recuperação foi finalmente aceitar que, embora eu esteja com cicatrizes, é o que está dentro de mim que conta e eu sabia que encontraria alguém que acreditasse nisso também”, concluiu.

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