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14 outubro 2021 8:30 am

Mercedes admite erro em estratégia de Hamilton no GP da Turquia

Equipe reconheceu que pneus do heptacampeão durariam até o fim da corrida, mas tinha expectativa de que pista secasse e piloto tivesse vantagem sob rivais que haviam feito pit stop

POR GE

Última atualização em 14/10/2021 08:30

Já seria mais difícil para Lewis Hamilton chegar ao pódio no GP da Turquia no último domingo largando em 11º, após perder posições no grid por trocar parte de seu motor, mas as chances ficaram ainda mais remotas por causa do pit stop tardio que o piloto fez na prova. Mais tarde, a Mercedes reconheceu que não tomou as melhores decisões na estratégia do britânico.

– Muito provavelmente teríamos chegado ao final da corrida com um único jogo de pneus. Outros fizeram isso como Ocon, e nosso carro lida melhor com os pneus do que muitos de nossos concorrentes. O melhor momento para o pit stop teria sido entre as voltas 36 e 37, quando Valtteri e Verstappen pararam. Se Lewis tivesse feito isso talvez tivesse garantido um quarto lugar ou até pressionado Pérez ou o ultrapassado – disse James Allison, diretor técnico da equipe.

Enquanto boa parte do grid – incluindo Valtteri Bottas, que venceu a prova – visitou os boxes a partir da volta 30, Hamilton permaneceu na pista junto com Charles Leclerc, que também perdeu o pódio por causa da estratégia.

O britânico adotou pneus intermediários novos apenas na volta 50, quando apareceu na terceira colocação, terminando a prova em quinto lugar; chegando em segundo, Max Verstappen tomou do heptacampeão a liderança do Mundial de Pilotos.

A Mercedes tinha duas opções para a prova: ter feito o pit stop de Hamilton mais cedo, ou mantido o piloto na pista até o fim da disputa. Foi o que a Alpine fez com Esteban Ocon, décimo colocado e o primeiro em 24 anos a terminar uma corrida sem trocar os pneus. Ir até o fim, porém, teria custos.

– A questão é: quão rápido nós teríamos sido? As evidências são claras: teríamos sido muito lentos. O pneu se desgastou durante toda a corrida, mas nunca chegou lá, então o desgaste se acelerou. Os tempos de volta de Lewis estavam piorando, volta a volta, e embora ele pudesse ter chegado ao final da corrida, o ritmo seria desanimador – explicou Allison.

Lewis Hamilton não ficou feliz com estratégia da Mercedes no GP da Turquia — Foto: Reuters
Lewis Hamilton não ficou feliz com estratégia da Mercedes no GP da Turquia — Foto: Reuters

Não demorou muito até que a equipe se desse conta de que deveria ter chamado Hamilton para os boxes mais cedo do que realmente o fez. Allison explicou que a Mercedes adiou o pit stop porque tinha expectativas de que a pista secasse e o heptacampeão obtivesse vantagem sobre o restante do grid:

– Ficamos mais tempo na pista esperando que a pista secasse, e aí conseguiríamos o terceiro lugar mais fácil herdando-o daqueles que fizeram o pit stop. Percebemos que devíamos ter feito aquela parada por volta da volta 41, e teria sido bom parar ali também, mas fomos além disso. Quando finalmente chamamos Lewis, foi porque os softwares que fazem previsões nos mostraram que o ritmo do carro estava fraco.

A parada tardia impediu Hamilton de manter o terceiro lugar na pista e brigar pelo pódio, já que saiu dos boxes sem tempo suficiente para ultrapassagens. O resultado o colocou de volta na vice-liderança do campeonato, cuja próxima etapa será no GP dos Estados Unidos no próximo fim de semana.

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