O ‘ponto ideal’ de sono para proteger a saĂșde e o cĂ©rebro dos adultos

Por NOTÍCIAS AO MINUTO 13/10/2021 às 21:29

Adurabilidade do sono dos adultos pode afetar a saĂșde como um todo e o funcionamento do cĂ©rebro, revela um novo estudo divulgado na revista cientĂ­fica JAMA Neurology e citado pela CNN.

De acordo com a pesquisa, a interrupção do sono em indivíduos de idade avançada é comum e muitas vezes estå associada a alteraçÔes da função cognitiva.

Estas modificaçÔes no sono estĂŁo igualmente relacionadas com a idade e ao aparecimento de doenças como demĂȘncia, Alzheimer, depressĂŁo e patologias cardiovasculares.

Segundo os investigadores, dormir poucas ou muitas horas pode prejudicar a saĂșde neurolĂłgica dos adultos.

Os voluntĂĄrios envolvidos no estudo que reportaram dormir pouco – entre seis horas ou menos – apresentaram Ă­ndices elevados da proteĂ­na beta-amiloide, que por sua vez “aumenta bastante” o risco de demĂȘncia, alerta o investigador e lĂ­der do estudo Joe Winter da Universidade de Stanford, na CalifĂłrnia, em declaraçÔes Ă  CNN.

Sendo que o padrĂŁo de sono desses indivĂ­duos foi comparado a outros participantes que relataram dormir entre sete a oito horas por noite – o tempo ideal de repouso.

Mais ainda, aponta a CNN, idosos com sono inadequado tiveram uma performance significativamente pior em testes feitos para avaliar habilidades cognitivas, nomeadamente orientação, foco, atenção, memĂłria, linguagem e capacidades viso espaciais. AlĂ©m de incidĂȘncia de demĂȘncia leve.

Entretanto, dormir horas consideradas excessivas também foi associado a menos funçÔes executivas, porém sem serem registados níveis elevados de beta-amiloide.

O estudo destaca que os participantes que disseram dormir mais – de nove a mais horas – tiveram uma pontuação pior no Teste de Substituição de Símbolos de Dígitos, comparativamente aos indivíduos que reportaram uma duração normal do sono.

“A principal lição Ă© que Ă© importante manter um sono saudĂĄvel no final da vida”, afirmou Winer Ă  CNN.

E acrescentou: “alĂ©m disso, tanto as pessoas que dormem muito pouco quanto as que dormem muito apresentaram mais sintomas depressivos”.

Para Winer, estas descobertas sugerem que o sono curto e longo podem envolver diferentes processos de doenças subjacentes.

A pesquisa internacional analisou 4.417 indivíduos com uma idade média de 71,3 anos, a maioria caucasianos e nascidos nos Estados Unidos, Canadå, Austrålia e Japão.

Ambos os grupos — de curta e longa duração do sono — reportaram experienciarem mais sintomas depressivos relativamente ao grupo que dormia um tempo de sono normal.

Se por um lado a ingestão de cafeína não foi associada à duração do sono. Por outro lado, o consumo diårio elevado de bebidas alcoólicas apresentou uma relação direta com a probabilidade dos indivíduos dormirem mais.

Conforme explicou a CNN, foram ainda registadas disparidades entre géneros, raças e etnias. Por exemplo, ser mulher e ter mais habilitaçÔes académicas estava significativamente associado a dormir mais todas as noites.

Participantes caucasianos relataram uma duração média de sono de sete horas e nove minutos, jå negros ou afro-americanos reportaram uma duração média de sono de 37,9 minutos a menos. Em contrapartida, os asiåticos apresentaram 27,3 minutos a menos do que os voluntårios caucasianos. E por fim, os latinos ou brancos hispùnicos relataram 15 minutos a menos.

 

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