Adurabilidade do sono dos adultos pode afetar a saĂșde como um todo e o funcionamento do cĂ©rebro, revela um novo estudo divulgado na revista cientĂfica JAMA Neurology e citado pela CNN.
De acordo com a pesquisa, a interrupção do sono em indivĂduos de idade avançada Ă© comum e muitas vezes estĂĄ associada a alteraçÔes da função cognitiva.
Estas modificaçÔes no sono estĂŁo igualmente relacionadas com a idade e ao aparecimento de doenças como demĂȘncia, Alzheimer, depressĂŁo e patologias cardiovasculares.
Segundo os investigadores, dormir poucas ou muitas horas pode prejudicar a saĂșde neurolĂłgica dos adultos.
Os voluntĂĄrios envolvidos no estudo que reportaram dormir pouco â entre seis horas ou menos â apresentaram Ăndices elevados da proteĂna beta-amiloide, que por sua vez “aumenta bastante” o risco de demĂȘncia, alerta o investigador e lĂder do estudo Joe Winter da Universidade de Stanford, na CalifĂłrnia, em declaraçÔes Ă CNN.
Sendo que o padrĂŁo de sono desses indivĂduos foi comparado a outros participantes que relataram dormir entre sete a oito horas por noite – o tempo ideal de repouso.
Mais ainda, aponta a CNN, idosos com sono inadequado tiveram uma performance significativamente pior em testes feitos para avaliar habilidades cognitivas, nomeadamente orientação, foco, atenção, memĂłria, linguagem e capacidades viso espaciais. AlĂ©m de incidĂȘncia de demĂȘncia leve.
Entretanto, dormir horas consideradas excessivas tambĂ©m foi associado a menos funçÔes executivas, porĂ©m sem serem registados nĂveis elevados de beta-amiloide.
O estudo destaca que os participantes que disseram dormir mais â de nove a mais horas â tiveram uma pontuação pior no Teste de Substituição de SĂmbolos de DĂgitos, comparativamente aos indivĂduos que reportaram uma duração normal do sono.
“A principal lição Ă© que Ă© importante manter um sono saudĂĄvel no final da vida”, afirmou Winer Ă CNN.
E acrescentou: “alĂ©m disso, tanto as pessoas que dormem muito pouco quanto as que dormem muito apresentaram mais sintomas depressivos”.
Para Winer, estas descobertas sugerem que o sono curto e longo podem envolver diferentes processos de doenças subjacentes.
A pesquisa internacional analisou 4.417 indivĂduos com uma idade mĂ©dia de 71,3 anos, a maioria caucasianos e nascidos nos Estados Unidos, CanadĂĄ, AustrĂĄlia e JapĂŁo.
Ambos os grupos â de curta e longa duração do sono â reportaram experienciarem mais sintomas depressivos relativamente ao grupo que dormia um tempo de sono normal.
Se por um lado a ingestĂŁo de cafeĂna nĂŁo foi associada Ă duração do sono. Por outro lado, o consumo diĂĄrio elevado de bebidas alcoĂłlicas apresentou uma relação direta com a probabilidade dos indivĂduos dormirem mais.
Conforme explicou a CNN, foram ainda registadas disparidades entre géneros, raças e etnias. Por exemplo, ser mulher e ter mais habilitaçÔes académicas estava significativamente associado a dormir mais todas as noites.
Participantes caucasianos relataram uma duração média de sono de sete horas e nove minutos, jå negros ou afro-americanos reportaram uma duração média de sono de 37,9 minutos a menos. Em contrapartida, os asiåticos apresentaram 27,3 minutos a menos do que os voluntårios caucasianos. E por fim, os latinos ou brancos hispùnicos relataram 15 minutos a menos.
