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15 outubro 2021 3:06 pm

“Precisamos de mudança na plataforma de produção do nosso estado”, diz Jenilson Leite durante audiência pública

POR NANY DAMASCENO, DO CONTILNET

Última atualização em 01/10/2021 14:16

Na audiência pública proposta pela Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) e realizada na manhã desta sexta-feira (1), no Teatro dos Náuas, em Cruzeiro do Sul, o vice-presidente da Casa, deputado Jenilson Leite (PSB), destacou que a agricultura e o comércio no Acre precisam de valorização e principalmente, serem repensadas.

“Precisamos de forma urgente das mudança na plataforma de produção ou crescimento da nosso estado”, pediu o parlamentar.

Jenilson revelou alguns dados. Segundo ele, o Produto Interno Bruto (PIB) do Acre é composto agora em 40% pelos ativos públicos, enquanto a contribuição da agricultura e pecuária somam 10%, o comércio outros 10% e a indústria apenas 2,5%.

“Se nós mantivermos o PIB assim, certamente Prefeituras e Estado vão colapsar e vamos ver a migração do homem do campo para periferia, pois no campo não tem segurança que permita que eles fiquem lá e ajudem a reverter essa situação dos produtos que vem do campo e do comércio que geram riquezas para o nosso estado”, declarou.

O deputado estadual deu sua sugestão para solucionar a situação: “É bom que a gente identifique aqueles programas que já estão consolidados e tem começo, meio e fim da sua cadeia produtiva, como é a questão do café, da Acre Aves e Dom Porquito que hoje tem um ciclo fechado já com garantia de produção”, exemplificou.

Pré-candidato ao Governo, Jenilson destaca a importância de valorização do produtor rural/Foto: Sérgio Vale

Pré-candidato ao Governo do Acre, Jenilson aproveitou para alertar sobre a necessidade de desburocratização do serviço público para melhorar não só a vida do produtores, mas de todos os acreanos. A audiência, na opinião de Leite, vai nortear o poder público para aplicar as melhorias necessárias.

“Se não aumentarmos a produção na agricultura e no comércio, certamente o poder público não terá condições de acolher tanta demanda. Em 2030 o Acre terá 1 milhão de habitantes, vai precisar de saúde, educação, assistência, e precisamos pensar em um Acre voltado para a produção, não um Acre perdido na burocracia do serviço público. Se não ampliarmos nossa visão de crescimento e desenvolvimento, certamente não vamos ajudar o Acre”.

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