33.3 C
Rio Branco
13 outubro 2021 2:56 pm

Rio Branco lidera inflação no país, diz IBGE; veja os itens que puxaram os números para cima

Índice na Capital foi 1,56% maior que o índice nacional

POR TIÃO MAIA, PARA CONTILNET

Última atualização em 08/10/2021 13:57

Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas na tarde desta sexta-feira (8) mostram que Rio Branco foi, entre 16 capitais pesquisas, a que registrou, em setembro, o maior índice de inflação do país. O registro foi feito após dois meses em baixa.

O índice foi de 1,56%, contra 1,16% da média nacional. Os dados são do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A pesquisa analisa dados de 16 capitais brasileiras e Rio Branco aparece como a de maior índice.

No acumulado desde o início do ano, a inflação na capital já chega a 8,16%. Já nos últimos 12 meses, soma 12,37%, acima da média nacional, de 10,25%. Em agosto, o índice tinha recuado para 0,54%.

De acordo com o IBGE, oito dos nove grupos de produtos pesquisados tiveram alta em setembro. O principal vilão do IPCA no Acre foi o setor de habitação, puxado principalmente pelo preço da energia elétrica, que ficou 6,09% mais caro.

O resultado para cada um dos grupos pesquisados é o seguinte:

Transportes: alta de 2,07%
Alimentação e bebidas: alta de 1,17%
Habitação: alta de 3,49%
Artigos de residência: alta de 1,33%
Vestuário: alta de 2,25%
Saúde e cuidados pessoais: alta de 0,75%
Despesas pessoais: alta de 0,44%
Educação: queda de 0,34%
Comunicação: alta de 0,20%

A inflação calculada pelo IPCA, considerada a inflação oficial do país, acelerou de 0,87% em agosto para 1,16% em setembro. Foi a maior taxa para meses de setembro desde o início do Plano Real, em 1994, quando o índice foi de 1,53%.

Com o resultado, a inflação no acumulado em 12 meses chegou a 10,25%, o que não ocorria há mais de 5 anos. Trata-se também da maior taxa anual desde fevereiro de 2016, quando ficou em 10,36%.

Nessa comparação, a gasolina foi o item individual com o maior impacto. Segundo o IBGE, ela representou 1,93 ponto percentual (p.p.) sobre o indicador geral. Ou seja, da taxa de 10,25%, quase 2% são do combustível. Os maiores impactos depois dela vieram da energia elétrica (1,25 p.p.), das carnes (0,67 p.p.) e do gás de cozinha(0,38 p.p.).

spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
É permitida sua reprodução total ou parcial desde que seja citada a fonte. Opiniões emitidas em artigos e comentários são de responsabilidade exclusiva dos autores.