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Saúde do AC pode entrar em greve em novembro, diz presidente do Sintesac

Por TON LINDOSO, DO CONTILNET

Saúde do AC pode entrar em greve em novembro, diz presidente do Sintesac

Adailton Cruz é presidente do Sintesac. Foto: Reprodução

Saiu do Diário Oficial do Estado, edição desta sexta-feira (22), convocação de assembleia para os profissionais membros do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Acre (Sintesac). De acordo com chamamento, algumas das pautas são: apresentação da Agenda de negociação com o governo; deliberação sobre deflagração de greve; além de informe sobre a situação dos servidores ‘irregulares’.

O ContilNet tratou de entrar em contato com o presidente do sindicato, Adailton Cruz, para saber mais detalhes sobre a assembleia. Ele conta à nossa reportagem que a possibilidade de greve é real e ganha força, por conta da falta de respostas do Estado em pontos considerados importantes para a categoria.

“Isso será votado. A possibilidade é real. Agora, vai depender do debate e do desenrolar [das negociações com o Governo do Acre]. O Governo ficou de dar algumas respostas, ainda – como o PCCR, por exemplo. Dando encaminhamento a esse tipo de pauta, a possibilidade de greve diminui. Agora, não nos dando uma resposta concreta, a possibilidade de greve aumenta”, diz.

A assembleia com os sindicalizados está marcada para o dia 04 de novembro, no auditório do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb). Dentre os pontos que o Governo já acenou, Adailton adiantou que, na Etapa Alimentação, o governo apresentou proposta de R$ 420, ante R$ 700 pedidos pela categoria.

Já na reposição de perdas referentes aos anos de 2019-2020-2021, Adailton afirma que a contraproposta do Governo acena, apenas, para os anos referência 2020-2021. Os valores percentuais diminuem, portanto, de 22% para 12%, em média.

“Tem, também, a questão do novo PCCR: esse ponto [a categoria] não recebeu resposta do governo. Vamos apresentar esses pontos na Aleac e, junto com os trabalhadores, decidir se iremos aguardar o desenrolar, se faremos nova contraproposta, ou se entraremos de greve, cobrando resposta imediata”, explica Adailton.

O presidente afirma insatisfação com a velocidade e efetividade das negociações e afirma que, dentro da categoria, o clima é de decepção. “Hoje, na saúde, a insatisfação com o Governo é grande, tanto por conta das perdas acumuladas como por falta de respostas efetivas”, conclui.

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