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25 novembro 2021 1:08 am
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Acusados de matar grávida de 7 meses para roubar bebê são condenados no Amazonas

Vítima de 20 anos teve a barriga cortada e corpo foi encontrado em terreno. A criança sobreviveu. Réus confessaram o crime, que ocorreu em 2017, em São Sebastião do Uatumã.

POR G1

A Justiça condenou, na noite de quarta-feira (10), os réus Alex da Silva Carvalho e Joelma Keila Santana da Silva, acusados de matar uma mulher de 20 anos, grávida com sete meses de gestação, para roubar o bebê. O crime aconteceu no município de São Sebastião do Uatumã, a 246 quilômetros de Manaus, em 2017.

Alex da Silva Carvalho recebeu uma pena de 21 anos e três meses de prisão a ser cumprida em regime fechado, e Joelma Leila Santana da Silva foi condenada a 23 anos e oito meses de prisão em regime fechado. Os réus retornam ao sistema prisional de Manaus, onde vão cumprir a pena.

A sessão de julgamento foi presidida pelo juiz Diego Martinez Fervenza Cantoário, titular da comarca, e realizada no Plenário da Câmara Municipal da cidade. O promotor de Justiça Iranilson de Araújo Ribeiro representou o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE/AM).

Entenda o crime

Segundo a denúncia do Ministério Público, Joelma contratou Alex por R$ 4 mil para encontrar uma mulher que estivesse grávida com o objetivo de pegar uma criança. A mulher pretendia criar o bebê como seu filho.

Contratado para o crime, Alex conhecia a vítima, Karoline do Canto Silva, e sabia que ela estava grávida. O MP relata que o réu teria convidado a vítima para tomar um lanche. Ele teria oferecido para a jovem uma bebida com medicamentos para dopá-la.

Depois, a jovem desacordada foi levada a um terreno próximo a um campo de futebol, onde foi esganada, teve a barriga cortada para retirada do bebê e foi abandonada no local. O corpo foi encontrado no dia seguinte, já sem a criança.

A mãe da vítima teria denunciado à polícia que sua filha teria saído para passear de motocicleta com o réu, que foi então localizado na cidade vizinha de Itapiranga. Além dele, Joelma também foi encontrada com a criança, que sobreviveu.

Os réus estavam presos em Manaus e foram enviados para o município para o julgamento.

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