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24 novembro 2021 11:17 pm
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Acusados de matar grávida de 7 meses para roubar bebê são julgados no Amazonas

Vítima de 20 anos teve a barriga cortada e corpo foi encontrado em terreno. A criança sobreviveu. Réus confessaram o crime, que ocorreu em 2017, em São Sebastião do Uatumã.

POR G1

Teve início nesta quarta-feira (10) o julgamento dos réus Alex da Silva Carvalho e Joelma Keila Santana da Silva no município de São Sebastião do Uatumã, a 246 quilômetros de Manaus. A dupla é acusada de matar a jovem Karoline do Canto Silva, de 20 anos, que estava grávida de 7 meses, para roubar o seu bebê.

O crime foi cometido em outubro de 2017. Os acusados confessaram o crime.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Joelma contratou Alex por R$ 4 mil para encontrar uma mulher que estivesse grávida com o objetivo de pegar uma criança. A mulher pretendia criar o bebê como seu filho.

Contratado para o crime, Alex conhecia a vítima, Karoline, e sabia que ela estava grávida. O MP relata que o réu teria convidado a vítima para tomar um lanche. Ele teria oferecido para a jovem uma bebida com medicamentos para dopá-la.

Depois, a jovem desacordada foi levada a um terreno próximo a um campo de futebol, onde foi esganada, teve a barriga cortada para retirada do bebê e foi abandonada no local. O corpo foi encontrado no dia seguinte, já sem a criança.

A mãe da vítima teria denunciado à polícia que sua filha teria saído para passear de motocicleta com o réu, que foi então localizado na cidade vizinha de Itapiranga. Além dele, Joelma também foi encontrada com a criança, que sobreviveu.

A sessão de julgamento será presidida pelo juiz Diego Martinez Fervenza Cantoario, titular da comarca, e realizado no Plenário da Câmara Municipal da cidade. O promotor de Justiça Iranilson de Araújo Ribeiro atuará representando o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE/AM). Os réus terão em sua defesa advogados particulares.

“O primeiro acusado cometeu o delito mediante promessa de que receberia R$ 4.000,00, revelando outra grave qualificadora. O homicídio foi praticado ainda mediante recurso que tornou impossível a defesa da vítima, uma vez que foi dopada com remédio e levada até o local, onde foi atacada mediante estrangulamento, estando desacordada quando golpeada de faca em sua barriga, sem nada poder fazer para defender-se. Também, a morte da vítima foi para tornar efetivo o sequestro da criança, restando caracterizada a qualificadora de assegurar a execução de outro crime”, afirma a promotora Romina Carmen Brito Carvalho na denúncia.

Os réus estavam presos em Manaus e foram enviados para o município para o julgamento.

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