Dos 11 mortos pela Covid na segunda em RO, sete nĂŁo haviam tomado nenhuma dose de vacina, diz Agevisa

Por G1 24/11/2021 Ă s 08:46 Atualizado: hĂĄ 4 anos

Das 11 pessoas que morreram vĂ­timas da Covid-19 na Ășltima segunda-feira (22) no estado, sete nĂŁo haviam tomado nenhuma dose de vacina contra a doença. A informação foi divulgada pelo Governo de RondĂŽnia nesta terça-feira (23). Essas vĂ­timas tinham entre 18 e 67 anos.

A AgĂȘncia Estadual de VigilĂąncia em SaĂșde (Agevisa) tambĂ©m confirmou que entre as outras quatro vĂ­timas apenas duas haviam tomado a 2ÂȘ dose do imunizante.

“Duas chegaram a tomar a 2ÂȘ dose do imunizante dentro do prazo estipulado, sendo que uma vĂ­tima tinha 60 anos, mas era imunossuprimida (baixa imunidade) e a outra vĂ­tima, um idoso de 85 anos, nĂŁo chegou a tomar a dose de reforço. As duas outras vĂ­timas que tomaram somente uma dose do imunizante sĂŁo: uma idosa de 84 anos e outra de 51 anos, que pelo calendĂĄrio jĂĄ deveriam estar tomando a 3ÂȘ dose da vacina”, comunicou a Agevisa.

Apenas em Porto Velho, 60.842 pessoas ainda nĂŁo tomaram a 1ÂȘ dose da vacina contra a Covid-19, conforme a prefeitura da capital. Os principais atrasados sĂŁo jovens entre 20 a 30 anos. JĂĄ com relação a 2ÂȘ dose, 98.543 portovelhenses nĂŁo retornaram para completar o ciclo vacinal.

Segundo especialistas, o objetivo principal das vacinas neste momento é evitar formas graves e mortes por causa do vĂ­rus. As vacinas diminuem, mas nĂŁo zeraram a chance de se infectar. É por isso que, alĂ©m de se vacinar, Ă© importante manter as outras medidas de proteção contra a doença, como o uso de mĂĄscaras, o distanciamento social e a higiene.

AtĂ© agora, todas as vacinas aplicadas no Brasil – CoronaVac, AstraZeneca/Oxford, Pfizer e Johnson – foram capazes de diminuir internaçÔes e mortes pela doença.

Pior momento da pandemia em RondĂŽnia

RondĂŽnia teve o pior cenĂĄrio da pandemia no primeiro trimestre de 2021. A rede pĂșblica de saĂșde entrou em colapso e a rede privada quase chegou a ele. Rondonienses precisaram ser transferidos para outros estados por causa da fila de espera por leitos de UTI. O risco iminente da falta de oxigĂȘnio preocupou a população. A tragĂ©dia avançava com rapidez e os espaços nos cemitĂ©rios estavam se esgotando.

Com o avanço da vacinação o nĂșmero de casos e mortes confirmadas diariamente foi reduzindo gradativamente.

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