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Enem tem edição com menor número de participantes em 13 anos

Por METRÓPOLES

Enem tem edição com menor número de participantes em 13 anos

Enem 2021: primeiro dia de prova tem 90 questões e redação — Foto: Pedro Martins/G1

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano teve o menor número de participantes já registrado em 13 anos. No total, dos 3.109.800 inscritos para a edição deste ano, 30% desistiram de fazer o exame; uma abstenção de 930.241 pessoas.

Os dados ainda são preliminares e podem sofrer alterações, embora o total de pessoas que fizeram o exame continue sendo o menor dentro do período analisado mesmo que haja correções nas informações. Segundo o Inep, o número oficial de presentes e ausentes nos dois dias de exame só será divulgado em fevereiro do próximo ano, com os resultados dos candidatos.

Neste segundo ano pandêmico, o número daqueles que se sentiram preparados para tentar a prova e fizeram a inscrição no exame despencou, fazendo com que o país registrasse outro recorde negativo: o menor número de cadastrados para o exame nos moldes atuais.

O cenário ocorre mesmo em meio a uma tentativa de democratizar o acesso ao Enem. Decisão de setembro do Supremo Tribunal Federal permitiu a participação daqueles que queriam a isenção da taxa de inscrição, mas faltaram em 2020. Com isso, mais 280.145 estudantes se inscreveram e realizarão as provas nos dias 9 e 16 de janeiro de 2022, mesmas datas da reaplicação e da aplicação para presos e jovens sob medida socioeducativa.

Em 2020, devido à pandemia provocada pelo coronavírus no país, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciou também a escolha pelo Enem Digital, com provas aplicadas em computadores e em locais de prova definidos pelo órgão. A edição sofreu com uma abstenção recorde: 52,6% dos inscritos faltaram em ao menos um dia de prova, anulando oportunidades de pleito a uma vaga no ensino superior.

Criada em 1998 com o objetivo de avaliar o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica, a prova passou a ser utilizada como mecanismo de acesso à educação superior público e particular em 2009.

Desde então, universidades de todo o país optaram por descartar vestibulares próprios e aderiram ao exame como única forma de acesso a cursos. Isto, somado ao fato dos pontos finais dos candidatos permitirem bolsas em universidades particulares pelo ProUni e Fies, fizeram do exame a mais importante porta de entrada ao ensino superior no país.

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