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24 novembro 2021 5:25 pm

Enquanto Brasil sonha com 5G, AC ainda possui dois municípios sem cobertura 4G, diz Anatel

Com a futura chegada do 5G, municípios com dificuldade de conexão veem a tecnologia com otimismo, já que além do acesso à Internet de qualidade, ainda há a possibilidade do uso do recurso em outras áreas como no agronegócio.

POR RENATO MENEZES, PARA CONTILNET

Última atualização em 06/11/2021 17:13

Enquanto o restante do Brasil aguarda a chegada da cobertura 5G, o Acre vive em uma realidade um tanto diferente. Segundo um levantamento feito pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), dois municípios acreanos não têm acesso à tecnologia 4G: Manoel Urbano e Assis Brasil. Além disto, mais oito municípios também não têm acesso integral a este recurso.

Segundo o diretor de Tecnologia da Informação da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (SEICT) Adriano Sales, o fato de alguns municípios terem dificuldade de acesso, no sentido de deslocamento, em que a entrada é possível apenas de barco ou avião, faz com que a tecnologia não tenha o alcance esperado, principalmente por ser ainda mais dificultosa a implementação da rede de fibra óptica.

Ainda de acordo com Sales, a ideia é de, com a chegada do 5G, as pessoas tenham ao menos um acesso à Internet de qualidade. “Acreditamos que a gente vai conseguir com o 5G colocar áreas distantes do estado realmente no século 21”, complementou.

O prazo dado pela Anatel para que municípios com menos de 30 mil habitantes disponham da tecnologia é de até 31 de dezembro de 2029. No caso do Acre, 17 municípios entram nesta categoria.

As expectativas para o uso do 5G, contudo, são maiores. O agronegócio, por exemplo, pode ser beneficiado, já que alguns equipamentos mais modernos necessitam de conectividade. “A implementação forte na agricultura de precisão pode aumentar muito a produtividade das áreas do estado”, complementou Sales.

Como a rede 5G dispõe de uma tecnologia diferenciada em decorrência do alcance, da capacidade wireless e do baixo custo de energia, será um passo primordial para que seja possível a disseminação da chamada “Internet das Coisas”. Com isto, eletrodomésticos, centrais de segurança, sensores meteorológicos e outros recursos poderão otimizar suas atividades.

Segundo especialistas, esta tecnologia pode aumentar, de 50 a 100 vezes, a velocidade do 4G, que entrega em média uma velocidade de 33mbps.

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