31.3 C
Rio Branco
26 novembro 2021 1:34 pm

Levantamento mapeia malária no interior do Acre; Mâncio Lima é município com maior taxa proporcional de transmissão

Segundo levantamento feito por pesquisadores da USP, homens que costumam migrar com frequência da Zona Urbana para a Rural são os que mais costumam ser infectados com o vírus.

POR RENATO MENEZES, PARA CONTILNET

Última atualização em 07/11/2021 11:04

O município de Mâncio Lima, localizado na região mais extrema do Acre, tem uma das maiores taxas de transmissão da Malária do país. Isto é o que diz uma pesquisa realizada por pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP) e divulgada na última sexta-feira (05) através do portal Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Segundo o pesquisador Igor Cavallini Johansen, doutor em Demografia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), alguns tanques de piscicultura que não são bem cuidados e que se encontram em situação de abandono, ou sem a manutenção correta, podem ter contribuído para a proliferação de criadouros do mosquito transmissor da doença.

“A gente notou que o município tinha uma particularidade, observamos que o número proporcional de casos e habitantes era exorbitante. Quando começamos a olhar os dados disponíveis no Ministério da Saúde, observamos que tinha muita malária urbana, que é aquela transmitida dentro da própria cidade. O ciclo da malária tem muita relação com áreas verdes, então ver o contrário chamou muita atenção”, disse Johansen à EBC.

O doutor em demografia complementou ainda que foi feito um estudo para “decifrar este mistério” em torno do município.

O perfil observado do tipo de pessoa que costuma adquirir o vetor, segundo o pesquisador, são geralmente homens que trabalham na Zona Rural, mas que residem na cidade, ou já infectadas e que precisam ir à cidade se tratar.

Para chegar a este resultado, os pesquisadores fizeram uma coleta de informações, seguido do acompanhamento e testagem de pelo menos de 20% dos habitantes.

“Muitas vezes as pessoas não tem vínculo formal, e vai para a roça trabalhar para outras pessoas, ou na pesca, e essa mobilidade é bastante comum por lá.”.

Para conferir a entrevista na íntegra, basta clicar aqui.

spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
É permitida sua reprodução total ou parcial desde que seja citada a fonte. Opiniões emitidas em artigos e comentários são de responsabilidade exclusiva dos autores.
Facebook Notice for EU! You need to login to view and post FB Comments!