Prefeitura de Rio Branco alerta sobre surto da Síndrome Mão-pé-boca na capital acreana

Por ASCOM 25/11/2021 Ă s 18:45

A coordenadora do Departamento de VigilĂąncia EpidemiolĂłgica da Secretaria Municipal de SaĂșde (Semsa), Socorro Martins de Souza, e a mĂ©dica pediatra, Priscila Carvalho, reuniram a imprensa na tarde desta quinta-feira, 25, para alertar sobre o suto da SĂ­ndrome MĂŁo-pĂ©-boca na capital acreana, que jĂĄ infectou vĂĄrias pessoas. A virose acomete principalmente crianças menores de cinco anos.

Dos cerca de 150 casos, registrados em Rio Branco, apenas uma pessoa adulta foi identificada com a Síndrome, disse Socorro Martins. Segundo ela, apesar de contagiosa, quando diagnosticada ainda no início, não oferece riscos à criança e desaparece espontaneamente após 10 dias.

Priscila Carvalho lembrou que a doença atinge também o sistema digestivo e é causada pelo vírus coxsackie da família dos enterovírus. Enfermidade comum quando o clima começa a esfriar e em alguns países é considerada sazonal, porém em Rio Branco, o primeiro caso da Síndrome surgiu em centro educacional no dia 9 de novembro.

“Febre alta Ă© um dos principais sintomas da virose e cerca de 3 a 5 dias depois, começam a surgir pequenas bolinhas com lĂ­quido nos pĂ©s, mĂŁos e boca. Com a evolução da doença, as bolhas estouram e podem causar bastante incĂŽmodo nos bebĂȘs e crianças, principalmente na regiĂŁo da boca – fazendo com que esta perca o apetite e pode apresentar mal-estar, diarreia, vĂŽmitos e gĂąnglios aumentados”, observou a pediatra Priscila Carvalho.

O contĂĄgio e transmissĂŁo da SĂ­ndrome Ă© via oral e/ou fecal, por meio de secreçÔes (tosse e espirro). A coordenadora de Epidemiologia do MunicĂ­pio, Socorro Martins, lembrou que o diagnĂłstico e tratamento corretos devem ser orientados pelo pediatra e que toda rede pĂșblica de saĂșde do municĂ­pio estĂĄ em alerta para atender as pessoas.

“Nos casos em que crianças foram levadas as unidades de saĂșde a principal queixa era perda do apetite em face das lesĂ”es bucais. Para evitar a contaminação, Ă© importante que nĂŁo se tenha contato com crianças infectadas, neste caso, o mais importante Ă© fazer o isolamento da criança, evitar brinquedos e parquinhos e o contato muito prĂłximo”, ponderou Socorro.

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