O agricultor Enoque Alves saraiva, 55 anos, teve a prĂłpria residĂȘncia invadida e foi ferido com um tiro e espancado a golpes de cassetete por um suposto policial, na tarde desta segunda-feira (8). O fato aconteceu no km 14 da Rodovia BR-364, no Ramal Belo Jardim 1, Projeto de Assentamento Vista Alegre, na ColĂŽnia FĂ© em Deus, zona rural de Rio Branco.
Segundo informaçÔes repassadas pelo filho da vĂtima Ă reportagem do site ContilNet, Enoque estava em sua residĂȘncia quando teve a casa invadida pelo suposto policial, que jĂĄ entrou e disparou um tiro que pegou de raspĂŁo o braço da vĂtima. Em seguida, a vĂtima tentou correr, mas começou a apanhar e recebeu diversos golpes de cassetete na cabeça, no corpo e teve uma fratura exposta na mĂŁo esquerda. ApĂłs a ação, o policial deixou o local e fugiu.
Ainda segundo o filho da vĂtima, as agressĂ”es ao pai dele resultaram inclusive uma cirurgia na mĂŁo ainda na noite dessa segunda-feira. A agressĂŁo foi motivada por causa de uma discussĂŁo entre o Enoque e o vizinho, que Ă© pai do policial agressor. O filho do agricultor falou que as galinhas do vizinho estavam sempre comendo a plantação do seu Enoque e ele foi reclamar novamente com o vizinho, como houve a discussĂŁo, o pai do policial ligou para o filho que resolveu invadir a residĂȘncia e espancar seu Enoque.
ApĂłs as agressĂ”es, o suposto policial mandou o homem ir embora da colĂŽnia e disse se houvesse uma denĂșncia contra ele na Delegacia, ele voltava e matava Enoque, que alĂ©m de ter uma idade avançada, tambĂ©m faz uso de medicamentos controlados.
Mesmo ferida, a vĂtima, que mora sozinha, conseguiu ir atĂ© a colĂŽnia de outro vizinho e pediu ajuda para ligar para os filhos. Os familiares de Enoque acionaram o Serviço de Atendimento MĂłvel de UrgĂȘncia (Samu), que esteve no local e prestou os primeiros socorros ao seu Enoque, que foi encaminhado ao pronto-socorro de Rio Branco em estado de saĂșde grave.
A PolĂcia Militar foi acionada e esteve no local, colheu as informaçÔes e foi atĂ© a residĂȘncia do vizinho da vĂtima, que nĂŁo quis passar o nome do filho para os PMs. O caso foi registrado na Delegacia de Flagrantes (Defla) e o caso deve ser investigado pela PolĂcia Civil.
Fotos: ContilNet


