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7 janeiro 2022 9:34 pm

Comitiva acreana inicia agendas no Pará para conhecer modelo de cadeia produtiva do açaí a ser implementado no AC

A comitiva acreana, que foi em busca de conhecer a cadeia produtiva do açaí no estado que lidera a produção e a exportação mundial da fruta, foi conhecer a plantação do Cleber Dagostim.

POR NANY DAMASCENO, DO CONTILNET

Última atualização em 02/12/2021 21:40

No primeiro dia de agenda no Pará, a comitiva composta por deputados estaduais, prefeitos, secretários de Estado e municipais, além de vereadores de municípios acreanos e técnicos, visitou nesta quinta-feira (2), um plantio de açaí em Castanhal, o município mais desenvolvido da Região Nordeste do Pará e o que apresenta o crescimento mais acelerado nas áreas de indústrias e comércio.

A comitiva acreana, que foi em busca de conhecer a cadeia produtiva do açaí no estado que lidera a produção e a exportação mundial da fruta, foi ver de perto a plantação do Cleber Dagostim.

Segundo o vice-presidente da Assembleia Legislativa do Acre, deputado Jenilson Leite (PSB), que lidera a comitiva, até 2017 Dagostim trabalhava apenas com a pecuária e resolveu investir também no açaí, iniciando com 35 hectares de açaí e hoje, 4 anos depois, a propriedade já tem 75 hectares.

No primeiro dia de agenda, comitiva conheceu plantio em Castanhal, no Pará/Foto: ascom

“Acreditando no alto valor econômico da venda da polpa para o comércio exterior, além do melhor ganho por hectare em relação ao manejo do gado. Já no primeiro ano de colheita do fruto, foram retiradas mais de 500 latas por hectare e vendidas ao preço médio de R$ 48.00, o que rendeu, por safra, R$ 24 mil por hectare. Para março de 2022, a expectativa é colher 300 latas semanais por hectare”, explicou o parlamentar.

Jenilson é autor do projeto que criou o selo de qualidade do açaí no Acre e defende, por meio de projeto de lei apresentado na Aleac, um programa de incentivo ao cultivo da matéria-prima abundante no estado, um exemplo dado por ele é de que 90% do açaí do Pará é de cultivo, e aqui no Acre, 98% do açaí que se produz ainda é extrativista. A quebra de paradigma pode alavancar a economia e gerar emprego e renda aos acreanos.

“O que estamos vendo no Pará, é algo que podemos implementar no Acre. E estamos vendo que isso dá certo.Temos que ter programas capazes de pensar em todas as etapas da produção para implantarmos grandes áreas de açaí de cultivo no Acre. Aqui na região de Castanhal-Pará a cultura do açaí movimenta mais de 200 indústrias”, detalhou.

Veja as fotos:

Foto: ascom
Foto: ascom
No primeiro dia de agenda, comitiva conheceu plantio em Castanhal, no Pará/Foto: ascom
Foto: ascom
Foto: ascom
Foto: ascom
Foto: ascom

 

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