Mau exemplo: Professora Ă© agredida por pai ao saber que filho tinha sido reprovado

Por RONDONIA AO VIVO 24/12/2021 Ă s 10:43 Atualizado: hĂĄ 4 anos

Na tarde da Ășltima terça-feira (21), uma professora da escola municipal ProfÂȘ Eva dos Santos de Oliveira, em Ariquemes, foi agredida verbalmente, com termos pejorativos e xingamentos, por um pai, apĂłs ele saber que o filho tinha sido reprovado.

O homem, que supostamente se identificou como advogado e não teve o nome divulgado, foi informado pela profissional de educação que a criança não teria passado de série.

Relatos de testemunhas apontam que o pai gritou ofensas à professora, utilizando palavras grosseiras e de baixo calão, além de ameaças. Não satisfeito, chegou a partir para agressão física, que só foi contida por um companheiro de trabalho da vítima.

O fato deixou a mulher extremamente abalada, ao ponto do Serviço de Atendimento MĂłvel de UrgĂȘncia (SAMU) ter de socorrĂȘ-la e a PolĂ­cia Militar ser acionada.

Mau exemplo: Professora Ă© agredida por pai ao saber que filho tinha sido reprovado

Reprodução

Em nota, a prefeita Carla Redano (Patriota) classificou o ato como “de extrema covardia com uma servidora em exercĂ­cio de suas funçÔes, sem oportunidade de defesa, ao ser coagida e desrespeitada perante os demais colegas de trabalho e pais de estudantes”.

Ainda segundo a publicação da prefeita de Ariquemes, a Secretaria Municipal de Educação, após documento oficial da escola, se reuniu com o presidente da OAB e um membro do conselho de Ética da Ordem.

Estes teriam manifestado indignação junto à secretaria e à escola pelos atos praticados pelo pai, que disse ser advogado. A secretåria de Educação, Elenice Piana, ainda divulgou que darå todo o apoio necessårio para que as puniçÔes cabíveis sejam tomadas em desfavor do agressor.

Sintero

JĂĄ na quarta-feira (22), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de RondĂŽnia (Sintero) publicou uma nota de repĂșdio contra o ato, julgado como “covarde e inadmissĂ­vel” pela instituição.

Ainda de acordo com o Sintero, “a conduta apresentada pelo pai do aluno deve ser penalizada, pois representa um ato de barbĂĄrie contra uma mulher trabalhadora que se dedica com afinco a sua função social. TambĂ©m Ă© considerado um ataque aos princĂ­pios que regem a Educação Brasileira, alĂ©m da liberdade de ensinar e de avaliar, concedida aos docentes”.

O sindicato ainda divulgou que “reitera seu repĂșdio e exige que medidas cabĂ­veis sejam tomadas pelos ĂłrgĂŁos competentes, a fim de resguardar a segurança e bem-estar de todas as trabalhadoras e trabalhadores em educação que estĂŁo em situação vulnerĂĄvel aos casos de insegurança nas escolas. TambĂ©m clama por mais respeito, sobretudo Ă s professoras, que pela condição de serem mulheres, acabam sendo os principais alvos de atos machistas e misĂłginos”.

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