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Fecomércio/AC comenta resultados do ICF, divulgado pela CNC

Por ASCOM

Dados apontados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontam que houve queda pelo segundo mês consecutivo na Intenção de Consumo das Famílias (ICF). A queda é de 0,8%, considerando o ajuste sazonal e alcançando 74,4 pontos em dezembro de 2021. Segundo o consultor da presidência da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Acre (Fecomércio/AC), Egídio Garó, o ICF acumula, desde 2020, índices negativos, indicando que nas famílias não estão dispostas ao consumo e tendência para períodos futuros de continuidade nesta diminuição.

O ICF, no entanto, apesar de estar abaixo do nível de satisfação, de 100 pontos, registra neste período a maior pontuação desde maio de 2020 (81,7 pontos). Com este resultado, o ICF encerra 2021 com retração de 9,9% e média de 71,6 pontos, o menor nível da série histórica iniciada em 2010.

Garó explica que todos os indicadores analisados, como confiança no emprego atual, renda, perspectiva de consumo, momento para duráveis, acesso ao crédito, nível de consumo e perspectiva profissional, foram negativos. Além disso, a maior dificuldade encontrada é que índices ligados ao acesso ao crédito apresentam elevação, causado pela elevação da taxa de juros, pelo IOF e acompanhado pelo aumento da SELIC, as variações do dólar e a inflação. Ainda segundo Garó, também contribuem para elevar as dificuldades na obtenção de crédito.

“A Região Norte do País foi a que apresentou os índices mais elevados, atingindo uma redução de 26,1% em 2021, contra -16,2% em 2020, e indicando que a atividade econômica na região está em retração, com o fechamento de vários postos de trabalho e também uma quantidade considerável de empresas que deixaram de operar em seu segmento”, diz Egídio, acrescentando que este núcleo é, notadamente, do comércio de bens, serviços e turismo. “O mais prejudicado com tais medidas, aí se incluindo o estado do Acre”.

Em relação ao emprego atual, Garó afirma que a maioria das famílias entende que a situação é a mesma do ano passado, mas manifestam insegurança quanto à manutenção. “O mesmo ocorrendo na Região Norte, indicando que tanto o emprego atual como a segurança na sua manutenção tiveram indicadores ainda piores do que no restante do País”.

O consultor diz ainda que a renda atual se mantém nas mesmas proporções das observadas em 2021. “Contudo, os níveis de consumo no decorrer de 2021 foram negativos, ficando a Região Norte do País com a maior redução entre todas as demais. Em todo o País, 57,85% dos entrevistados pela CNC afirmaram terem diminuído o consumo. Não há uma perspectiva por parte das famílias de que o nível de consumo aumente nos próximos períodos”.

Os bens duráveis estão fora das intenções de consumo das famílias. “Esse componente, que depende do acesso ao crédito, fica comprometido por conta dos argumentos apresentados anteriormente como: juros, SELIC, inflação, taxa de câmbio entre outros”, finaliza Egídio.

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, os números reforçam a moderação das famílias em consumir. “O ano de 2020 apresentou grandes obstáculos para o consumo. Já 2021 foi marcado pela incerteza e consequências das medidas do ano anterior. Os consumidores enxergam uma recuperação gradual e desaceleraram a cautela, mas ela permanece”, observa.

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