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“Se fosse preciso, mataria de novo”, diz adolescente que assassinou tia a facadas em Feijó

Por EVERTON DAMASCENO, DO CONTILNET

Foto da cidade de Feijó, vista de longe. Créditos: Reprodução

A garota de 13 anos que matou a facadas a própria tia, a dona de casa Maria Antonieta Abreu, de 39 anos, em Feijó, nesta terça-feira (25), não se sentiu culpada por ter praticado o crime. A informação foi dada à reportagem do ContilNet pelo delegado responsável pela investigação do caso, Railson Ferreira da Silva.

O assassinato com requinte de crueldade aconteceu na residência da vítima, no centro de Feijó. O filho de Maria só escapou porque se escondeu no banheiro.

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A morte teria sido motivada por ódio, de acordo com a autora do crime. “Ela disse que a tia não a deixava sair de casa há um tempo, até por conta da pandemia. Seu ódio por isso a fez praticar o crime”, disse o delegado.

“Ela relatou tudo o que aconteceu de forma muito neutra, sem sentimentos. Disse que não se sentia culpada e que mataria a tia novamente se fosse preciso”, continuou.

Os agentes encontraram dois diários no quarto da adolescente. Um deles, com os últimos escritos feitos em julho de 2021, apontavam para uma “fascinação pela morte”.

“Ela falava de um gosto muito forte pela morte, uma fascinação. Também tinha uma reflexão sobre o que a família iria pensar se ela [a adolescente] fizesse algo, mas não especificou o que seria esse algo”, explicou a autoridade.

Railson conta que o all star da garota, também capturado pela polícia, tem alguns desenhos de símbolos como a suástica (do nazismo), o olho de hórus (amuleto grego que significa poder e proteção) e o número 6. Quando questionada sobre os desenhos, ela respondeu que nenhum deles tem relação com o crime e que não faz apologia ao nazismo, apesar de já ter estudado sobre o movimento liderado por Hittler – o ditador que cometeu um dos maiores genocídios da história.

“A adolescente, apesar de não ter demonstrado nenhum sentimento ao abordar o caso, se mostrou extremamente inteligente e consciente do que estava falando, com uma dicção invejável e uma narrativa perfeitamente construída”, salientou o delegado.

Ferreira conta que a autora do crime deveria passar por uma avaliação psiquiátrica.

“Tem vários indícios de psicopatia. Precisa ser avaliada por profissionais da psicologia e psiquiatria. Não há culpa e sentimento no que diz sobre o caso”, finalizou.

Depois de ouvida, a garota foi encaminhada para Rio Banco, para um centro de ressocialização de infratores do sexo feminino.

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