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Sete de cada dez brasileiros estão endividados, diz Confederação do Comércio

Por TIÃO MAIA, PARA CONTILNET

Sete de cada dez brasileiros estão endividados, diz Confederação do Comércio

© Marcello Casal JrAgência Brasil

Dados de uma Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e divulgada nesta quarta-feira (19) mostram que, de cada dez brasileiros, sete estão endividados. Isso significa que 79,9 % do povo brasileiro enfrentam o mesmo problema. O cartão de crédito, com mais de 82% das dívidas, é o grande vilão.

De acordo com a Pesquisa, o número de famílias com dívidas em cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro bateu novo recorde em abril de 2020. O patamar de endividados chegou a 66,6% – o maior percentual desde o início da série histórica, em 2010.

Na análise da instituição, o aumento do endividamento está ligado à crise gerada pela pandemia de covid-19. “A crise com a covid-19 impõe ao governo a adoção de medidas de estímulo ao crédito, na tentativa de manter algum poder de compra dos consumidores. A queda expressiva dos juros e da inflação reduz, respectivamente, o custo do crédito e a pressão sobre a renda, incentivando o endividamento”, avalia José Roberto Tadros, presidente da CNC em boletim emitido pela instituição.

Os dados reforçam a importância de se viabilizarem prazos mais longos para os pagamentos ou alongamentos das dívidas, além da busca por iniciativas mais eficazes para mitigar o risco de crédito. Apesar do crescimento do indicador de endividamento, a taxa de inadimplência não registrou muita variação e segue no mesmo patamar dos meses anteriores: 25%. O número, entretanto, é maior que em março de 2019, quando foi registrado 23,9%.

“Os resultados mensais favoráveis em relação à inadimplência revelam que, apesar das dificuldades com a quarentena aplicada em diversos estados e cidades, as famílias estão conseguindo quitar os compromissos com empréstimos e financiamentos”, destaca a economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira.

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