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Síria e Israel: bombardeios e contra-ataques de Israel contra a ameaça síria e iraniana na região

Por EZIO GAMA, PARA CONTILNET

A Síria foi pega de surpresa e não revidou ao ataque, pois, no momento, um avião da força aérea de sua aliada (a Rússia), estava pousando numa base aérea no país. Foto: Reprodução

Um míssil sírio explodiu em território israelense, perto de seu reator nuclear, a duzentos quilômetros da fronteira sul com a Síria. Em resposta, Israel dispara mísseis lançados por caças F-16, atingindo a infraestrutura portuária síria. A Síria foi pega de surpresa e não revidou ao ataque, pois, no momento, um avião da força aérea de sua aliada (a Rússia), estava pousando numa base aérea no país.  

O observatório sírio para os direitos humanos afirmou que os alvos atingidos continham armas que pertenciam às milícias pró Irã. Israel não confirmou o ataque oficialmente, mas o Ministro da Defesa Israelense disse que não permitirá que o Irã envie armas para a Síria. Israel tenta enfraquecer essa relação, pois, com essa ajuda, o risco para eles só aumenta. Desde o início da guerra na Síria em 2011, Israel realizou diversos ataques contra forças em Damasco, contra as tropas iranianas e contra a força terrorista do Hezbollah libanês na região.  

Os conflitos com a Síria vêm desde a primeira guerra árabe-israelense, no recente criado Estado de Israel, em 1948. A Síria, aliada com outros países, atacou Israel com mais de 5.000 militares, sendo derrotados. Em 1967 a Síria entra em guerra contra Israel, na chamada Guerra dos Seis Dias, novamente sendo derrotada. Israel anexa a seu território as Colinas de Golã, palco dos maiores conflitos entre ambos os lados até hoje. Mais uma derrota para eles soma-se a de 1973, conhecida como a Guerra de Yom Kippur, em que, em pleno feriado judaico, forças do Egito e da Síria atacaram a Israel de surpresa.  

Uma crise mundial se instala. Diante disso, os Estados Unidos (aliados de Israel) e a ex-União Soviética (aliados dos países árabes), tiveram uma grave crise diplomática. Isso resultou numa crise mundial do petróleo e no boicote dos produtores contra os EUA e países da Europa, por causa do apoio a Israel.  

Diante de novos conflitos, a mídia mainstream sempre expõe os ataques por parte de Israel. Isso já sabemos, pois, o viés ideológico midiático anti-Israel prossegue, dando sempre ênfase às narrativas falaciosas de defesa dos direitos humanos. Hoje, a Rússia apoia o Irã e a Síria do ditador Bashar Al-Assad. Eles não querem se meter diretamente no conflito, a não ser que suas bases no país sejam atingidas. A inteligência israelense sabe que o Irã abastece a Síria e tem o apoio russo, por isso não tem a intenção de diminuir os ataques, para sua segurança. Sabemos que esse problema é muito mais de sobrevivência do Estado de Israel do que de diplomacia. A Rússia já advertiu a Israel sobre os ataques, orientando a diminuir a frequência, dizendo que a paciência da Síria está se esgotando. E por falar em paciência, Israel ainda mantém a sua com base no personagem bíblico Jó. O pavio israelense pode até não ser tão curto, mas tudo tem um limite. A qualquer momento uma nova bomba pode estourar!

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