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Reboco do teto cai em cima de grávidas internadas na Maternidade

Por G1

Reboco do teto cai em cima de grávidas internadas na Maternidade

Reprodução

Pacientes e funcionários do Hospital Maternidade Municipal Carmela Dutra, no Méier, na Zona Norte do Rio, reclamam do estado de conservação e da falta de limpeza na unidade. Na noite de quinta-feira (3), o reboco do teto caiu em cima de grávidas que estavam internadas.

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Uma das grávidas gravou um vídeo mostrando a situação na enfermaria. “Agora ninguém consegue dormir mais”, disse a gestante.

Uma das pacientes contou que foi transferida de quarto três vezes no mesmo dia. A primeira transferência foi por volta das 11h por causa de uma infiltração no teto. Mas o quarto novo tinha o mesmo problema e ela teve de ser transferida mais uma vez. À noite, ela passou por outra mudança por que parte do reboco desabou.

A direção do Hospital Municipal Carmela Dutra lamentou o ocorrido e informou que nenhuma paciente se feriu. A direção disse também que acionou a manutenção do setor.

Segundo as pacientes, o problema não está somente nos quartos. Elas mostram num vídeo, que há infiltração no banheiro e o corredor entre as enfermarias, com o chão molhado.

O Hospital Maternidade Carmela Dutra é referência no tratamento a grávidas por causa do atendimento humanizado. A unidade chegou a ser reconhecida pela Unicef como hospital amigo da criança.

Em 2018, o telhado e o quarto andar do prédio passaram por reformas. Mas na quinta-feira, foi o reboco da enfermaria do quarto andar que desabou.

A mãe de uma paciente diz que esses não são os únicos problemas da maternidade.

“A minha filha se internou no dia 1º e deu de cara com uma barata em cima da pia do banheiro. O hospital precisa de ajuda, de recursos da prefeitura. São três funcionários da Comlurb para limpar o hospital inteiro”, disse a mãe da paciente.

Um funcionário, que prefere não se identificar, confirma os problemas com o serviço de limpeza.

“Há algum tempo a gente vem sofrendo com a limpeza precária no Hospital Maternidade Carmela Dutra. Nós tínhamos uma firma de limpeza que decretou falência. Os funcionários foram mandados embora sem receber o salário. Ficamos um tempinho sem limpeza e, por um acordo da direção da nossa unidade com a direção do Hospital Salgado Filho, tem vindo funcionários da Comlurb. Só que normalmente só vem dois a três funcionários, alguns dias quatro funcionários, que não dão conta da unidade toda”, contou o funcionário.

Sobre a falta de funcionários da limpeza, a direção da unidade não respondeu.

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