O maior registrado em Rio Branco: incĂȘndio no prĂ©dio da Aleac completa 30 anos

Por MARIA FERNANDA ARIVAL, PARA CONTILNET 30/04/2022 Ă s 09:03

Em 30 de abril de 1992, em uma quinta-feira, o prĂ©dio da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), localizada na rua Arlindo Porto Leal, no Centro de Rio Branco, pegou fogo e ficou registrado como o maior incĂȘndio jĂĄ ocorrido na capital. Segundo informaçÔes do coronel Carlos Batista, foram mais de 60 bombeiros atuando na operação.

O coronel Batista, em entrevista ao programa Entrevista da Tarde, lembra que na época, nenhum dos bombeiros que participaram da operação usava equipamentos modernos, pois naquele ano as coisas eram diferentes. Não haviam roupas de aproximação e resistente ao fogo e calor.

IncĂȘndio no prĂ©dio da Assembleia Legislativa do Acre completa 29 anos nesta  sexta - ContilNet NotĂ­cias

O incĂȘndio tomou o prĂ©dio e, ao perceber que havia fogo no local, os servidores subiram para o terraço e, segundo coronel Batista, algumas pessoas ameaçavam se jogar, para que tivesse uma morte, talvez, menos dolorosa, conforme aconteceu em SĂŁo Paulo, no EdifĂ­cio Joelma. O prĂ©dio da sede da Aleac foi destruĂ­do pelo fogo, alĂ©m de todo acervo histĂłrico e documentos do Poder Legislativo do Acre, de 1962 Ă  1992.

Reconstruído em 1994, o prédio da Aleac não atende mais às necessidades de todos os parlamentares e servidores da casa. Em 2012, houve um processo de negociação com a Cùmara de Rio Branco, quando o acordo seria feito da seguinte forma: a Aleac iria transferir seu prédio atual, localizado na Rua Arlindo Porto Leal, no Centro, para a Cùmara e, em contrapartida, o Legislativo municipal transferiria seu terreno localizado na Via Verde, no novo Centro Administrativo, para que a Aleac construísse sua nova sede; mas as negociaçÔes não prosperaram.

1992

Naquele ano, a Aleac investigava supostas irregularidades no processo de construção do Canal da Maternidade, hoje Parque da Maternidade, em Rio Branco. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) investigava o processo licitatório e o valor da obra, que teria sido feita pela construtora Odebrecht, famosa posteriormente pelas investigaçÔes da Operação Lava-Jato.

Apesar de dividir opiniĂ”es sobre o motivo do incĂȘndio, nĂŁo se pode afirmar se foi criminoso ou acidente, que mesmo apĂłs trĂȘs dĂ©cadas, ainda Ă© o maior incĂȘndio registrado em Rio Branco.

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