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Penetra da Anitta: Maria Oliveira explica como entrou em festa e ficou amiga da cantora

Por COMBATE, GE

Maria Oliveira na festa da Anitta — Foto: Arquivo pessoal

A festa de aniversário de Anitta, realizada no último sábado em Las Vegas (EUA), tomou conta das redes sociais e das páginas de entretenimento. Com um público de 220 pessoas selecionado pela própria cantora, a ideia era não ter desconhecidos na boate alugada. Mas isso não foi capaz de impedir Maria Oliveira, lutadora do UFC que ganhou fama nos últimos dias por ter invadido o evento e chamado a atenção da própria anfitriã.

A atleta da PRVT, que vive em Las Vegas atualmente, viu seu perfil no Instagram ganhar um número massivo de seguidores nesta semana. Até o momento de publicação desta reportagem, ela conta com 116 mil pessoas e disse ter entrado na festa com apenas 11 mil. Bem humorada, ela chamou a atenção de Anitta, que no dia seguinte ao evento publicou um vídeo para descobrir quem era a tal penetra da festa. Com a repercussão, Maria explicou em vídeo no seu perfil como conseguiu burlar o esquema de seguranças da entrada e conversou com o Combate.com sobre o que aconteceu em sua vida nos últimos dias.

Resumidamente, Maria descobriu o local através das redes sociais, se infiltrou em um grupo de convidados que chegou junto na festa e tentou entrar com sua amiga, Larissa, mas apenas a lutadora foi bem sucedida na missão. Ao ultrapassar o último segurança, ela ficou perplexa.

– Eu não sei explicar. Parecia a Alice no País das Maravilhas quando ela cai no buraco e não sabe o que está acontecendo. E eu: “Não posso ficar parada igual uma tapada aqui não”. Aí comecei a dançar. Fui lá com meu “bom” inglês, pedi uma bebida e fiquei dançando sozinha. Lá fora eu tinha feito amizade com umas meninas e parei do lado delas, devem ter achado que eu era convidada. Sei que, por fim, já estava dançando horrores com todo mundo. Tocou “Noite das Safadas”, a dançarina da Anitta me puxou, a Anitta passava, me olhava e eu virava. Minha vontade era abraçar ela e falar: “Mulher, é você!”. Mas ela olhava, eu abaixava a cabeça (risos). No outro dia ela falou pra mim que já sabia que eu era penetra. Que foi até mim, ia me expulsar, mas sentiu uma vibração tão boa que ela não quis me expulsar. Sei que de manhã eu estava dançando com a Anitta (risos) – recordou.

O dia seguinte, aliás, foi quando de fato a vida de Maria começou a mudar. Acostumada a conciliar o trabalho de atendente com os treinos de MMA, ela recebeu o convite de Anitta para sair novamente com os amigos da cantora e atendeu prontamente. O grupo contava com nomes como os das cantoras Lexa e MC Rebecca e a atriz Agatha Moreira.

– A Anitta postou um vídeo no Instagram que estavam eu, ela e Agatha Moreira dançando. Comecei a gravar a tela nos stories, marquei ela, falei que a penetra era eu, pedi pra marcarem ela. Depois ela mandou áudio: “Cara, você foi incrível”. Começamos a conversar, ela me seguiu no Instagram dela, perguntou o que eu ia fazer à noite e disse que a gente ia se encontrar. Parecia um sonho. A Anitta falava assim de mim: “Cara, essa garota é incrível. Só vou te chamar de Penetra agora”. E eu na minha cabeça: “Mulher, você pode me chamar do que você quiser que não estou nem aí”. Fiquei de cara que uma pessoa do nível dela seja tão simples, tão humilde e tão humana.

O sucesso nas redes sociais pela façanha de ter entrado na festa de Anitta e feito a “amizade de milhões”, como a própria cantora disse em suas redes sociais em vídeo após conhecer Maria, já refletiu positivamente para a lutadora, que viu crescer o interesse de patrocinadores.

– Já teve bastante resultado, um reflexo bem bom até e estou feliz com isso. Muito feliz. Espero que continue assim, espero poder ver outras empresas. O atleta é muito desvalorizado. Tem gente que acha que só por estar no UFC a gente ganha milhões, não é bem assim. Eu tenho que trabalhar e treinar. Não fui lá pra isso, mas aconteceu isso, tenho que aproveitar esse momento. Fechei algumas parcerias. No começo fiz até umas coisas erradas, fechei qualquer coisa, mas agora tenho uma pessoa vendo isso pra mim, ela que vai mexer, ficou mais profissional. Quero crescer meu Instagram, quero viver do Instagram e luta sem precisar trabalhar, porque eu trabalho à noite e treino de manhã. É muito cansativo.

Maria Oliveira estreou no UFC em outubro do ano passado, quando foi superada por Tabatha Ricci — Foto: Jeff Bottari/Zuffa LLC

Maria Oliveira estreou no UFC em outubro do ano passado, quando foi superada por Tabatha Ricci — Foto: Jeff Bottari/Zuffa LLC

Sem luta marcada no UFC, Maria Oliveira quer entrar no octógono ao som de alguma canção de Anitta em seu próximo compromisso. Sua preocupação agora é não se deslumbrar com a fama repentina para manter o foco no MMA.

– Óbvio que não quero morrer tomando soco na cara, mas a Anitta já tem a vida dela, a Rebecca, a Lexa, já estão encaminhadas. Eu não quero ser só a penetra da festa da Anitta. Não quero ser conhecida por isso. Se tivesse como ganhar muito dinheiro sem precisar lutar mais, ia querer, porque gosto do esporte, amo lutar, mas se pudesse fazer só por hobby, não ia querer mais lutar, mas estou fazendo o possível pra não me deslumbrar com isso. É difícil ser lutadora, ser meio que blogueira, mas se eu não for, não vou ter patrocínio só por ser lutadora do UFC. Eles (patrocinadores) querem ver teu Instagram e os números. Você ser lutadora, trabalhar, ser blogueira, ter alimentação saudável, dormir bem, isso é muito difícil. Tenho medo de me deslumbrar com o número de visualizações e seguidores que estou tendo, de treinar pela metade. Não quero. Treinei ontem, vou treinar hoje, vou ficar cansada, mas a luta tem que ser minha prioridade – concluiu.

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