“Acreditamos que não vamos ter grandes problemas com a varíola do macaco”, diz Thor Dantas em vídeo

Por MARIA FERNANDA ARIVAL, PARA CONTILNET 29/05/2022 Ă s 09:17

O mĂ©dico infectologista Thor Dantas publicou um vĂ­deo em seu canal no YouTube, no Ășltimo sĂĄbado (28), sobre a varĂ­ola do macaco, doença identificada recentemente em mais de 15 paĂ­ses e diz acreditar que nĂŁo haverĂĄ grandes problemas com a doença. 

“Acreditamos, um pouco otimista, que nĂŁo vamos ter grandes problemas com essa varĂ­ola dos macacos, Ă© uma coisa que a gente deve conseguir controlar, espero nĂŁo estar errado, mas a gente espera conseguir controlar com relativa facilidade comparada a Covid-19”, diz o mĂ©dico.

Segundo o mĂ©dico, algumas pessoas afirmam que a humanidade passa por um perĂ­odo denominado “pandemiceno”, como se fosse uma era geolĂłgica, um perĂ­odo da histĂłria em que as pandemias sĂŁo particularmente comuns, por diversos motivos, como a mobilidade global, mudanças sociais, ambientais e climĂĄticas. “A gente tem um momento agora muito propĂ­cio ao surgimento de novos patĂłgenos, ou seja, novas infecçÔes e a rĂĄpida propagação delas”, explica.

Thor Dantas diz que a varĂ­ola dos macacos Ă© um exemplo que se segue Ă  Covid-19, sendo uma nova varĂ­ola, que vem dos animais, relativamente comum em algumas ĂĄreas da África, transmitida de animais para humanos. “Aparentemente se espalhou, estĂĄ sendo detectado em diversos outros paĂ­ses fora da África e aparentemente com transmissĂŁo entre pessoas, nĂŁo mais de animais para seres humanos, mas sim de seres humanos para seres humanos”.

O mĂ©dico explica ainda que a varĂ­ola dos macacos parece ser menos grave que a varĂ­ola original, alĂ©m de jĂĄ existir uma vacina contra varĂ­ola, que foi erradicada na dĂ©cada de 70. “Parece que vamos ter menos problema com essa varĂ­ola dos macacos do que tivemos com Covid-19, por alguns motivos, ela parece ser menos grave, alĂ©m da vacina contra varĂ­ola original, que parece ter uma boa proteção contra a varĂ­ola do macaco, por ser menos agressiva do que a erradicada. A gente tem uma vacina pronta, que pode ser usada”, explica.

O mĂ©dico afirma que a ciĂȘncia deve seguir investigando a disseminação e o que mudou nessa varĂ­ola de macaco e que devemos ficar atentos ao perĂ­odo que estamos, para talvez, observar melhor a nossa relação com a proteção individual, com a natureza, com os animais, com as mĂĄscaras e nossa relação com o cuidado de proteção individual e coletiva, alĂ©m da relação com as vacinas.

Veja vĂ­deo:

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