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24 junho 2022 8:14 am

“Agiram com crueldade”, diz esposa de homem morto em viatura da PRF

Viúva de Genivaldo afirmou que o caso não foi uma "fatalidade" e que policiais agiram "para matar". Homem foi morto em "câmara de gás"

POR METRÓPOLES

Última atualização em 26/05/2022 11:35

A esposa de Genivaldo de Jesus Santos, morto durante abordagem de agentes da Polícia Rodoviária Federal nessa quarta-feira (25/5), em Umbaúba (SE), afirmou que os policiais agiram “com crueldade” ao lidar com o marido.

“Eu não chamo nem de fatalidade. Isso aí foi um crime mesmo, eles agiram com crueldade pra matar mesmo”, disse Maria Fabiana dos Santos (foto em destaque) em entrevista à TV Sergipe.

Veja vídeo da ação de integrantes da PRF:

Segundo a viúva, o homem tinha esquizofrenia e, por isso, tomava remédios controlados há 20 anos. Segundo ela, Genivaldo nunca demonstrou comportamento agressivo.

“Eu vivo com ele há 17 anos, ele tem 20 anos que tem o problema dele. Nunca agrediu ninguém, nunca fez nada de errado. Sempre fazendo as coisas pelo certo. E num momento desses pegaram ele e fizeram o que fizeram”, desabafou.

Segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Sergipe, Genivaldo morreu por asfixia mecânica e insuficiência respiratória aguda. Policiais montaram uma espécie de “câmara de gás” em uma viatura e prenderam o homem, que não resistiu à ação.

PRF

Em nota, a PRF informou ter instaurado um procedimento para apurar a conduta dos agentes envolvidos. “Ele foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil. No entanto, durante o deslocamento, passou mal, foi socorrido e levado para o Hospital José Nailson Moura, onde posteriormente foi atendido e constatado o óbito”, detalhou a corporação.

Metrópoles apurou que ao menos três servidores estavam no local durante a ação.

PRF alegou também que a vítima resistiu “ativamente” à abordagem e que teriam sido “empregadas técnicas de imobilização e instrumentos de menor potencial ofensivo para sua contenção” para tentar contê-lo.

Familiares, no entanto, alegam que não houve resistência por parte de Genivaldo. “Na hora que foi abordado, ele levantou as mãos, levantou a camisa e mostrou que não estava com arma nenhuma”, disse o sobrinho Wallison de Jesus, que estava no local e presenciou a abordagem.

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