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28 junho 2022 7:21 pm

Caso Jonhliane: advogados de Ícaro e Alan dizem que não houve racha e criticam investigação

O advogado de Ícaro, Silva Neto, foi além e disse que a investigação "foi toda enviesada", e diz achar "estranho que o delegado não seja apontado como testemunha do MP"

POR NANY DAMASCENO, DO CONTILNET

Última atualização em 17/05/2022 11:09

Os advogados de Ícaro José da Silva Pinto e Alan Araújo de Lima, acusados pela morte de Jonhliane de Souza, ocorrida no dia 6 de agosto de 2020, na Avenida Antônio da Rocha Viana, em Rio Branco, são categóricos a dizer que não houve racha.

Segundo Elane Cristina, advogada de Alan, diz que o outro envolvido, Ícaro, já afirmou inclusive, que seu cliente é inocente. De acordo com a advogada, Alan e Ícaro nunca foram amigos.

“Ele já afirmou de forma espontânea que não houve racha. No processo somente um agente de trânsito diz que poderia ser. As imagens da festa mostram que em em nenhum momento eles estavam juntos, não tiveram contato. Há uma quebra de sigilo telefônico que mostra que, em mais de 50 páginas do processo, não há uma única ligação entre eles”.

O advogado de Ícaro, Silva Neto, foi além e disse que a investigação “foi toda enviesada”, e diz achar “estranho que o delegado não seja apontado como testemunha do MP”.

O advogado de Ícaro, Silva Neto, foi além e disse que a investigação “foi toda enviesada”. Foto: ContilNet

Para ele, a investigação apontou para um crime muito mais grave do que o que ocorreu, reafirmando que se tratou de um “acidente”. “Um crime doloso com qualificadora e tivemos que recorrer ao STJ para corrigir isso, o que é grave pois homicídio pelo dolo eventual a pena mínima é de 6 anos e com qualificadora é de 12”.

Sobre o suposto racha, ele também nega e diz que há provas quanto a isso. “A prova foi toda instruída nesse sentido, com essas provas, no objetivo de trazê-lo para homicídio doloso, jamais foi um homicídio culposo”.

O advogado ainda defendeu Alan, dizendo que é inocente. “Se apresentou duas vezes de forma espontânea, e está preso este tempo todo. O que é um absurdo que os tribunais permitiram acontecer. Ele tem arrependimento, chora todos os dias”.

Ícaro será julgado pelo crime de homicídio doloso, omissão de socorro e embriaguez ao volante, e Alan, pela morte da jovem. Os crimes do Art.132 do CP (perigo para a vida ou saúde de outrem) e do Art.308 do CTB (participar, na direção de veículo automotor, em via pública, de corrida, disputa ou competição automobilística) foram excluídos da apreciação dos jurados. Os acusados seguem recolhidos em unidade prisional.

Julgamento

No primeiro dia de júri está previsto para serem ouvidas cinco testemunhas do Ministério Público, três testemunhas de defesa do Ícaro e cinco testemunhas de defesa do Alan, além dos interrogatórios dos réus. Para o segundo dia, a previsão é que ocorra apenas os debates e o juiz Alesson Braz, titular da unidade, assine a sentença no final do dia, após votação dos jurados.

Sobre o caso

A vítima foi morta na manhã do dia 6 de agosto de 2020, por volta das 6h, ao longo da Av. Antônio da Rocha Viana, em Rio Branco, quando o veículo BMW, conduzida por Ícaro, chocou com a motocicleta em que Jonhliane dirigia. Araújo dirigia um veículo marca VW, modelo Fusca 2.0T. Os dois foram flagrados em alta velocidade na avenida.

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