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23 junho 2022 8:15 pm

Caso Jonhliane: Testemunha pode ser fundamental para condenação

Ícaro será julgado pelo crime de homicídio doloso, omissão de socorro e embriaguez ao volante, e Alan, pela morte da jovem

POR NANY DAMASCENO, DO CONTILNET

Última atualização em 17/05/2022 14:33

Começa nesta terça-feira (17) o julgamento de Ícaro José da Silva Pinto e Alan Araújo de Lima, Os dois são acusados pela morte de Jonhliane de Souza, ocorrida no dia 6 de agosto de 2020, na Avenida Antônio da Rocha Viana, em Rio Branco.

Ícaro será julgado pelo crime de homicídio doloso, omissão de socorro e embriaguez ao volante, e Alan, pela morte da jovem. Os crimes do Art.132 do CP (perigo para a vida ou saúde de outrem) e do Art.308 do CTB (participar, na direção de veículo automotor, em via pública, de corrida, disputa ou competição automobilística) foram excluídos da apreciação dos jurados. Os acusados seguem recolhidos em unidade prisional.

No primeiro dia de júri está previsto para serem ouvidas cinco testemunhas do Ministério Público, três testemunhas de defesa do Ícaro e cinco testemunhas de defesa do Alan, além dos interrogatórios dos réus. Para o segundo dia, a previsão é que ocorra apenas os debates e o juiz Alesson Braz, titular da unidade, assine a sentença no final do dia, após votação dos jurados.

Antes do início da audiência, o promotor do Ministério Público do Acre, Efraim Mendonza, conversou com a imprensa. Foto: ContilNet

Antes do início da audiência, o promotor do Ministério Público do Acre, Efraim Mendonza, conversou com a imprensa e afirmou que a esperança da promotoria é pela condenação. E segundo o promotor, a defesa dos acusados quer retirar o mérito de homicídio culposo, quando há a intenção de matar.

“O advogado diz que o Ícaro ficou dois anos preso por um mérito atropelamento. É uma estratégia de inocenta”, disse.

Um dos pontos altos da audiência é uma testemunha ocular que teria presenciado o acidente. Mendonza afirma que ela já testemunhou anteriormente e, se comparecer, é para corroborar o que já está nos altos do processo.

“Trata-se de uma trabalhadora que estava em uma parada de ônibus e viu o momento dos carros se aproximando, colidindo e a moça sendo jogada no ar e corroborando com os vídeos que temos e o inquérito”.

Sobre o caso

A vítima foi morta na manhã do dia 6 de agosto de 2020, por volta das 6h, ao longo da Av. Antônio da Rocha Viana, em Rio Branco, quando o veículo BMW, conduzida por Ícaro, chocou com a motocicleta em que Jonhliane dirigia. Araújo dirigia um veículo marca VW, modelo Fusca 2.0T. Os dois foram flagrados em alta velocidade na avenida.

Fotos: ContilNet

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