“Eleições ocorrerão normalmente”, afirma Augusto Aras a empresários

Por METRÓPOLES 17/05/2022 às 16:12 Atualizado: há 4 anos

O procurador-geral da República, Augusto Aras, destoou de Jair Bolsonaro em um almoço com empresários e advogados, em São Paulo, nesta terça-feira (17/5). Segundo Aras, as tensões pelas quais o Brasil passa são “normais na democracia”, e o Ministério Público Eleitoral está atento aos ataques contra a democracia e à propagação da desinformação.

“As eleições ocorrerão normalmente. As tensões são normais na democracia. O Ministério Público Eleitoral e a Justiça Eleitoral estarão atentas a ataques contra a democracia, bem como atuantes no combate às fake news”, afirmou.

“Eleições ocorrerão normalmente”, afirma Augusto Aras a empresários

Aras defendeu sua atuação na PGR, acusada de ser leniente com possíveis crimes cometidos por Jair Bolsonaro.

“O MP não pode escrever a todo momento uma nova Constituição nem novas leis, como alguns defendem. Alguns querem fazer a lei do seu próprio modo.”

O almoço é organizado pelo grupo Esfera, que promove encontros entre a iniciativa privada paulista e autoridades.

Em discurso afinado para a Faria Lima, Aras concentrou parte de sua fala na atuação do Ministério Público Federal em temas econômicos. O magistrado frisou que o MPF “não é simplesmente punitivo”, e que pretende priorizar acordos e “defender uma economia que permita a existência da iniciativa privada livre e de mercado aberto”.

“O MP não pode ser o motoqueiro que atrapalha o trânsito. A sociedade privada produtiva é mais rica que o próprio Estado e precisamos fazer com que as instituições públicas participem do processo de desenvolvimento econômico, como o MP vem fazendo”, afirmou.

O PGR também ressaltou sua atuação no combate a crimes praticados por autoridades cujo foro compete a ele investigar, como deputados, senadores ou ministros de tribunais superiores. Sem esmiuçar números, Aras disse que está “investigando ou punindo quase 400 nomes com foro privilegiado”.

“Pedimos a punição de dois governadores que foram afastados e há mais quatro sendo investigados. Pedimos a abertura de oito inquéritos contra o presidente da República”, elencou.

Entre os convidados, estavam os advogados Nelson Willians, Pierpaolo Bottini e Cristiano Zanin Martins, defensor de Lula. Também participaram os empresários Flávio Rocha, acionista da Riachuelo; José Olympio, ex-CEO da Credit Suisse; Vander Giordano, executivo da Multiplan; Fernando Marques, presidente da União Química; Isaac Sidney, presidente da Febraban; Meyer Nigri, dono da Tecnisa; Claudio Lottenberg, presidente do conselho do Hospital Albert Einstein.

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