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12 maio 2022 11:22 am

Fachin sobre eleições: “Ninguém e nada interferirá na Corte Eleitoral”

Sem citar nomes, o presidente do TSE afirmou ainda que "quem investe contra o processo eleitoral, investe contra a democracia"

POR METRÓPOLES

Última atualização em 12/05/2022 11:22

presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, afirmou nesta quinta-feira (12/5) que o país terá eleições transparentes e que “ninguém e nada vai interferir na Justiça Eleitoral”. Os comentários ocorrem em meio às críticas do presidente Jair Bolsonaro (PL) e de seus apoiadores ao sistema eleitoral brasileiro.

“País e sociedade agradecem. No dia 2 de outubro, o Brasil terá eleições limpas, seguras, com paz e segurança. Ninguém e nada interferirá na Justiça Eleitoral. Não admitirmos qualquer circunstância que impeça o brasileiro de se manifestar”, disse Fachin, durante visita à sala do TSE onde estão sendo realizados testes de segurança nas urnas eletrônicas.

O presidente da Corte Eleitoral ainda afirmou que quem vai ganhar as eleições “é a democracia”.

“Nós vamos diplomar os eleitos e isso certamente acontecerá. Há muito barulho, mas esse tribunal opera com racionalidade técnica”, concluiu Fachin. Ele ainda afirmou que “quem investe contra o processo eleitoral, investe contra a democracia”. Segundo ele, isso não é um recado ao presidente, mas um fato.

“Não mando e não recebo recado de ninguém. A afirmação é muito nítida. Quem investe contra o processo eleitoral investe contra a democracia. É um fato e fato fala por si só. Não se trata de recado, é uma constatação. Temos respeito a todo chefe de estado e jamais nos furtarem a diálogo. Não há afirmação do que desborde da legalidade constitucional”, pontuou o presidente do TSE.

Teste em urnas

O TSE está em fase de busca pela correção de falhas nas urnas eletrônicas encontradas na etapa de novembro. Nenhuma dessas, porém, de acordo com o tribunal, são graves a ponto de comprometer a legitimidade da contagem de votos.

Atuam nos testes diversos especialistas em tecnologia da informação, que tentaram acessar o sistema das urnas, a fim de identificar possíveis falhas de segurança.

De acordo com o tribunal, foram encontradas cinco falhas. Agora, o objetivo é mostrar que essas vulnerabilidades foram resolvidas.

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